sexta-feira, 16 de maio de 2014

Governo paulista abre dois programas para liquidação de débitos com desconto na multa e nos juros

Os contribuintes em débito com o Estado de São Paulo poderão liquidar através de dois programas, que estarão disponíveis a partir do dia 19 deste mês. Trata-se do Programa Especial de Parcelamento de ICMS – PEP e Programa de Parcelamento de Débitos – PPD (IPVA, ITCMD e Taxas).

O governo paulista divulgou no dia 14 deste mês dois programas que permitem os contribuintes liquidar seus débitos (não inscritos na dívida ativa, inscritos ou ajuizados) com desconto na multa e nos juros.

Com esta medida, para fazer adesão analise em qual programa o seu débito está enquadrado.

Analise abaixo se o débito poderá ser liquidado através do PPD ou do PEP:


PPD – débito tributário
PEP
Abrange débitos

IPVA, ITCMD e Taxas
ICM e ICMS
Fatos geradores / Vencimento
Até 30 de novembro de 2013
Até 31 de dezembro de 2013
Parcelamento
24 parcelas
120 parcelas
Desconto para pagamento em única parcela
Multa - 75%
Juros - 60%
75%
60%
Desconto para pagamento parcelado
Multa - 50%
Juros - 40%
50%
40%
Valor mínimo da parcela
Pessoa física – R$ 200,00
Pessoa jurídica – R$ 500,00
R$ 500,00
Prazo de adesão
De 19/05 a 31/08/2014
De 19/05 a 30/06/2014
Para se inscrever acesse


Os prazos e normas para adesão aos programas foram estabelecidos pelos Decretos nº 60.444/2014 (PEP) e Decreto nº 60.443/2014 (PPD), publicados no DOE-SP de 14-05-2014.

Fonte: Siga o Fisco

Dia de Jogo na Copa do Mundo de Futebol não é Feriado Nacional

Não há previsão na legislação federal considerando quaisquer dias de jogos da Copa do Mundo como feriado nacional. Para que ocorra tal evento (declaração dos dias de jogos como feriados), deverá haver lei municipal ou estadual que assim o considere.
A Lei n°12.663/2012 – Lei da Copa, em seu artigo 56 estabelece que os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão decretar feriado ou ponto facultativo nos dias de jogos da seleção brasileira. Portanto, o empregador deverá consultar a legislação de seu estado ou município a fim de verificar se há norma legal declarando feriado em algum dos dias de jogos.
Os dias declarados Pontos Facultativos possuem regras diferenciadas apenas para os órgãos públicos. Para as empresas privadas os dias declarados como Pontos Facultativos são considerados como dias úteis, para efeito dos contratos de trabalho.
No município do Rio de Janeiro, por exemplo, foi decretado feriado, conforme veremos a seguir:
Data e Horário
Fundamentação Legal:
18.06.2014 – Feriado a partir das 12:00 horas
DECRETO 38.365, DE 11-3-2014 (DO-MRJ DE 12-3-2014)
25.06.2014 – Feriado a partir das 12:00 horas
DECRETO 38.365, DE 11-3-2014 (DO-MRJ DE 12-3-2014)
04.07.2014 – Feriado durante todo o dia
DECRETO 38.365, DE 11-3-2014 (DO-MRJ DE 12-3-2014)

Como Agir nas Localidades em que não Houver Decreto de Feriado
Empresas que Paralisam suas Atividades Durante a Copa
A empresa que optar por paralisar as atividades durante um ou mais dias de jogos, deverá adotar um dos procedimentos abaixo:
a) dispensar os empregados do trabalho, sem prejuízo do salário ou compensação pelos dias não trabalhados; ou
b) dispensar os empregados do trabalho, mediante acordo por escrito que preveja a compensação dos dias não trabalhados em outros dias da semana. Para a compensação realizada dentro da mesma semana entendemos que o acordo poderá ser efetuado entre empregado e empregador, sem necessidade de intervenção do sindicato representativo da categoria.
Caso a compensação seja realizada em outra semana entendemos que deverá haver previsão em convenção, acordo coletivo de trabalho ou banco de horas.
Empresas que Não Paralisam suas Atividades
As empresas não estão obrigadas a dispensar os empregados nos dias de jogos. Portanto, os empregados que não comparecerem ao trabalho serão descontados em sua remuneração pelas faltas injustificadas, assim refletindo diretamente no repouso semanal remunerado e nas férias.
Fonte: Legisweb

O poder do consumidor na era digital

Esta semana um consumidor fez duas marcas esportivas duelarem no Twitter com a seguinte provocação “Centauro e Netshoes quero um tênis e vi que está o mesmo preço em ambas. Discutam entre vocês qual é a melhor para eu comprar” por Pedro Tessarolo via Twitter. Fonte: Admistradores. com.br 
A partir dessa provocação podemos se perguntar Qual o destino das empresas em relação ao poder de influência do consumidor?
Na era digital, as pessoas estão exercendo poder sobre as empresas através das redes sociais expondo opiniões, criticando, mas também elogiando em busca de um relacionamento consistente com as empresas. Os clientes mais do que nunca querem ser ouvidos e se sentir importantes nesse processo de troca, garantindo satisfação mutua e consequentemente um relacionamento duradouro que é o que tanto as empresas almejam, mas que é um desafio nos dias de hoje.
Ações como essas nas redes sociais chamam atenção de todos, mas principalmente dos clientes “fieis” e clientes potenciais a resposta das empresas diante dessa situação deve ser rápida e inteligente. Nesse caso especifico a disputa começou através de descontos, na base do quem dá mais, a proposta do cliente era “decida entre vocês”, mas a empresa que venceu a disputa teve uma sacada sensacional e virou o jogo, deixando a decisão final na mão do cliente com o seguinte questionamento “Em quem você confia mais para entregar o seu produto?”
Quando a empresa fez esse questionamento, ela reconheceu o cliente como um consumidor consciente, que não está em busca apenas de um preço menor, mas também valor agregado, tendo assim uma visão holística, olhando para os outros processos que envolve o produto até chegar em suas mãos. A partir da resposta final do consumidor chegamos à conclusão de que a confiança na logística, é um diferencial em relação a concorrência e a presença da palavra “confiança” no questionamento da empresa, remete a valor, a empresa conseguiu agregar valor ao cliente através da logística sendo lembrada e reconhecida por esse trabalho bem feito. Toda essa repercussão desperta curiosidade no cliente potencial que consequentemente vai querer testar a logística da empresa e injeta mais uma dose de confiança no cliente que consome frequentemente produtos da marca.
O poder do consumidor tem se intensificado, os consumidores confiam mais uns nos outros do que na própria empresa e com a força das redes sociais está fazendo as organizações rever decisões e tomarem decisões jamais antes pensadas, os novos consumidores querem participar, mas também cobram das empresas o desenvolvimento de personalidade da marca. Num futuro próximo as marcas não terão tanta influência sobre os consumidores e a transparência das empresas será essencial para conquistar os clientes principalmente no mercado de e-commerce.
Busquem conhecer as empresas pela qual vocês tem preferência na compra de determinados produtos, visite seus sites e plataformas na qual ela está presente e interaja com a empresa. Sua opinião é extremamente indispensável para as empresas na era digital onde as opiniões se multiplicam em questão de segundos e as pessoas tendem a confiar mais umas nas outras, e desconfiar das empresas por inúmeros motivos que envolve ética e responsabilidade social. E acima de tudo tenha uma opinião própria sobre as empresas e diga para você mesma e para outras pessoas quais os reais motivos pelo qual você consome determinados produtos e marcas. Seja um influenciador e gerador de opinião.
Agora quero saber de vocês “Clientes Modernos” quais fatores são indispensáveis na escolha de uma empresa na hora de fechar a compra?
Fonte: Administradores.com.br

Como desenvolver a inovação no modelo de negócio?

O ambiente corporativo está cada vez mais complexo e com mudanças a cada dia mais aceleradas, obrigando as empresas a se questionarem continuamente sobre o seu modelo de negócio. Hoje, existem diferentes tipos de modelos de negócio dentro do mesmo segmento de mercado, e sua evolução é rápida e constante. Considere o setor de supermercados, por exemplo. Os supermercados há uns 20 anos se concentravam em oferecer para os seus clientes os produtos necessários para a alimentação e limpeza de uma casa. Hoje, eles ampliaram o seu modelo de negócio e oferecem eletrodomésticos, móveis, roupas, restaurantes, farmácias, serviços de jardinagem, serviços para carros, e esta lista só cresce. As redes de farmácias, como a rede Onofre, estão ampliando os seus serviços e inserindo nas suas lojas a estética e o salão de beleza. As empresas que querem ser bem sucedidas neste ambiente do século XXI precisam rever continuamente o seu modelo de negócio e redefini-lo sempre que for necessário.
Afinal o que é um modelo de negócio?
Um modelo de negócio responde três perguntas fundamentais. Quem é o seu cliente? Qual a proposta de valor para responder às necessidades do seu cliente? Quais são os processos e recursos necessários para entregar a proposta de valor? Simples? Não é! Definir uma proposta de valor diferenciada nem sempre é fácil. A proposta de valor responde a uma necessidade existente no mercado e, por isto, cria valor para o consumidor. Para um produto ser valoroso ele despertará no consumidor os pensamentos: “eu quero”, “nada se compara” e “eu acredito”. Além disto, no modelo de negócio, a interação entre os processos de entrega e de produção geram lucro para a empresa. Inovação de modelo de negócio gera valor e não novos produtos!
Quais são as principais barreiras para se inovar no modelo de negócio?
Muitas empresas têm dificuldades de se adaptar rapidamente ao ambiente em constante mudança. As principais razões para esta dificuldade podem ser resumidas nas seguintes justificativas: 1) a inovação de um novo modelo de negócio pode canibalizar o negócio atual; 2) a inovação foca somente nos atuais clientes da empresa; 3) os executivos da empresa estão instintivamente orientados para o “status quo”, ou seja, estão voltados para minimizar o risco e a variabilidade; 4) os executivos são complacentes depois de anos de sucesso do negócio atual, ou 5) os executivos se concentram somente nas áreas de competências atuais do negócio.
Quais as possíveis dimensões para se criar inovação de modelo de negócio?
Podemos distinguir quatro dimensões principais para se inovar no modelo de negócios: 1) a oferta: As ofertas são os produtos e serviços inovadores que levam valor para os consumidores. O IPod, IPad ou Itunes, por exemplo, são produtos inovadores. Ainda podemos ter as inovações nas plataformas e as soluções integradas. A Nissan criou uma plataforma de componentes para criar novas linhas de carros e utilitários. A Disney é outro exemplo de plataforma: com os seus personagens a empresa cria uma série de novos produtos e serviços. Nas soluções, encontramos as ofertas integradas desde a concepção até a implantação de produtos e serviços.
2) os consumidores:Na dimensão de consumidores pode-se inovar achando novos segmentos de consumidores ou redefinir as interações existentes em cada ponto de contato para criar novas formas de receitas. Toda a gama de serviços que foi criada para servir ao segmento de baixa renda é um exemplo da criação de novos segmentos de mercado.
3) os processos:Na dimensão de processos podem-se criar novas linhas de produtos e serviços utilizando as competências centrais da empresa, como a Honda fez com a sua linha de produtos – moto-serra, cortador de grama, motocicletas, carros, etc. Ou envolver o seus fornecedores na criação de valor como a Boeing ou a Embraer.
4) os canais de entrega:Nos canais de entrega a empresa pode buscar novas formas de distribuir e interagir com os consumidores criando um relacionamento inteligente e criativo. O e-commerce criou uma gama enorme de novos modelos de negócio.
Como executar com sucesso os novos modelos de negócio?
Para executar novos modelos de negócio é necessário fazer escolhas quanto à estrutura, a equipe, o sistema e a cultura. É necessário desenvolver um novo DNA para o novo projeto. Avaliar o quanto se precisa “esquecer” para criar o novo ou o quanto se precisa “emprestar” do negócio existente para inovar. Um modelo de negócio disruptivo pode utilizar as competências e recursos da empresa existente – “emprestar alto” – e ao mesmo tempo desenvolver novas competências com um “esquecer alto”. A escolha deste novo DNA é fundamental para a execução e o sucesso de um novo modelo de negócio.
Para executar a inovação de modelo de negócios, a empresa precisa mudar a sua maneira de pensar e aprender a trabalhar com a experimentação, cujos resultados podem levar algum tempo para serem obtidos. Quando o futuro é incerto e desconhecido, é no aprendizado contínuo que florescem as chances para inovar.
Fonte: Administradores.com.br

Quanto custa a perda de clientes?

Segundo pesquisas, uma empresa perde em média 20% de clientes por ano. Quando falo isso em palestras e treinamentos de vendas/atendimento, muitos gestores ficam assustados e perguntam: Quer dizer então que em cinco anos a empresa ficará sem
clientes? Não é bem assim, pois em toda empresa existe o trabalho de prospecção
e conquista de novos clientes, que é um negócio normal e correto.
Entretanto, o grande problema de muitas empresas está no trabalho focado mais na conquista do que na manutenção de clientes. Isso é uma incoerência, pois os clientes
novos de hoje serão os “quase-velhos” de amanhã que vão para os concorrentes. Qual é o custo disso?
Empresas que adotam essa política causam dois tipos de custos, altamente nocivos, aos seus clientes: 1) o custo financeiro, por eles trocarem o seu dinheiro por
problemas não resolvidos; e 2) o custo emocional, fazendo com que os relacionamentos entre clientes insatisfeitos e colaboradores da empresa sejam estremecidos, repletos de aborrecimentos e desgastantes, fatores geradores de estresse. Mas a vingança dos clientes ocorre através da propaganda negativa, que hoje é rápida e sem fronteiras, em virtude da facilidade de comunicação através da internet. Com isso, a reputação da empresa fica manchada rapidamente, impedindo a conquista de novos clientes.
Por outro lado, manter clientes satisfeitos e fieis tem um custo bem menor que o da
conquista de novos clientes. E com relação à reconquista de clientes
insatisfeitos, será que é fácil? Quanto custa isso? É fácil mudar uma imagem arranhada no mercado moderno?
Qual será o motivo de tanta insatisfação nessa relação entre clientes e empresa? É o
mau atendimento? O que significa atendimento ruim? Muita gente pensa que é
simplesmente a relação entre a linha de frente (vendedores e atendentes) e
clientes. Na verdade não é apenas isso, pois o atendimento envolve não somente os
relacionamentos entre as pessoas, mas também todos os processos da empresa, de
modo que os problemas dos clientes sejam solucionados com competência,
profissionalismo e agilidade.
Vejamos alguns fatores causadores do mau atendimento aos clientes nas empresas:
>> Funcionários insatisfeitos e desmotivados, transferindo a insatisfação para os
clientes, criando transtorno e aborrecimentos.
>> Funcionários sem qualificação em virtude de a empresa achar que investir em
capacitação é custo.
>> Falta de controle e interligação nos processos da empresa, dificultando o fluxo
normal dos serviços.
>> Falta de interesse nos problemas dos clientes, os quais não são ouvidos com
atenção e, consequentemente, suas necessidades não são atendidas.
>> Redução de custos sem planejamento, sobrecarregando e estressando funcionários,
afetando a qualidade dos serviços e atendimento.
>> Política de atendimento inflexível, querendo que os clientes se adaptem à
empresa num mercado altamente competitivo.
>> Colaboradores robotizados em face da falta de autonomia para resolver problemas
dos clientes, mesmo os de baixa complexidade, burocratizando a empresa.  
>> Não existência de ações de endomarketing, tendo como prioridade apenas os
objetivos da empresa, ficando os dos colaboradores relegados a planos
inferiores.
>> Falta de honestidade e comprometimento da empresa, vendendo produtos e serviços
de qualidade duvidosa, bem como fazendo promessas que não são cumpridas.
Fonte: Administradores.com.br

Florianópolis é a cidade brasileira com os melhores profissionais

Florianópolis é a 5ª melhor cidade do Brasil para investir. E os responsáveis por erguer o município a esta posição de destaque são os seus profissionais. Segundo pesquisa encomendada pela revista Exame, a Capital é a primeira entre 100 cidades brasileiras no ranking de capital humano. Não tem para ninguém quando as empresas param para analisar a combinação de renda média dos trabalhadores e número de profissionais com ensino superior.
Um exemplo é a criação do centro de desenvolvimento de software da empresa portuguesa Wedo em Florianópolis, em 2007. O diretor Marcos Silva conta que assim que o centro se consolidou, todo o desenvolvimento de soluções da companhia voltado ao Brasil e à América Latina - até então uma responsabilidade do escritório do Rio de Janeiro - passou para a Capital. O principal motivo? Capital humano.
— A empresa entendeu que Florianópolis tem essa magia de atrair pessoas de fora. A simplicidade, o estilo de vida e as belezas naturais são ingredientes que fazem com que os profissionais, principalmente os jovens, queiram permanecer aqui. E a empresa queria expandir. De nada adiantaria investir em uma cidade onde o capital humano fosse bater asas — diz Silva.
O diretor afirma que a Wedo, uma empresa jovem, segundo ele, criada em 2001, considerou ainda o número de bons profissionais recém formados na cidade. Segundo ele, a quantidade de instituições de ensino de qualidade foi outro ponto forte para a atração dos investimentos.
A unidade da Capital abriu com uma equipe de 10 funcionários e assim permaneceu até 2009, quando ganhou mais responsabilidades. Hoje, o centro de desenvolvimento conta com 50 profissionais, o que representa um crescimento de 400% em cinco anos. Silva afirma que a evolução ficou muito acima das expectativas iniciais da Wedo para a unidade.
Na pesquisa da consultoria Urban Systems, encomendada pela Exame, Florianópolis se destacou em três indicadores principais, que garantiram a primeira posição da cidade no indicador capital humano.
No município, 39% dos empregos com carteira assinada são ocupados por profissionais com curso universitário, mais do que o dobro da média nacional. A cada mil pessoas economicamente ativas, 111,2 estão matriculadas no ensino superior, sendo que no Brasil, a relação é de 37,04 para cada mil. Já a renda média dos trabalhadores formais por aqui é de R$ 3.178, que é 59,1% mais do que ganham, em média, os profissionais brasileiros.
— A educação é um diferencial muito importante para uma cidade que quer atrair investimentos. Ela é a base do desenvolvimento. Pessoas com um nível mais elevado de educação buscam ter acesso à cultura e a bens de consumo diferenciados, o que exige a criação de negócios melhores e de um atendimento mais qualificado — conclui Sanderlúcio Fabiano de Mira, presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif).


Setor de tecnologia está na ponta da qualificação profissional

O setor que mais tem contribuído para os indicadores positivos de capital humano de Florianópolis é o de tecnologia da informação. As empresas de software, hardware, consultoria, manutenção e licenciamento de softwares são as que mais crescem na Capital, ao ritmo de 20% ao ano, segundo levantamento da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate).
A secretária de Desenvolvimento Econômico de Santa Catarina, Lúcia Dellagnelo, explica que além do crescimento acelerado, o setor demanda a contratação de profissionais com curso superior. E uma coisa puxa a outra, segundo ela. A exigência de qualificação oferece melhores salários e, como consequência, o aumento da renda torna-se fator de atração de novos talentos.
Sobre a conhecida dificuldade que as empresas de tecnologia da Capital têm em preencher as novas vagas, Lúcia diz que há sim um descompasso entre a oferta de trabalho e a formação de profissionais nas universidades.
— O crescimento rápido do setor tem atraído empresas de fora. Então as oportunidades estão aumentando mais do que o número de profissionais formados. O tempo que a universidade leva para formar um profissional é mais longo que a abertura de uma vaga — explica.
Mas, para ela, o número de instituições de ensino superior em Florianópolis e arredores é expressivo, ao ponto de representar outro elemento de atração de bons profissionais.
— Estamos saindo da era do conhecimento para a da inovação e Florianópolis já está preparada para este novo tempo — ressalta Lúcia.
O setor de tecnologia é o que mais paga impostos na cidade hoje, mas o de turismo, o segundo arrecadador, é o que tem maior potencial de crescimento, de acordo com a secretária. Na sua análise, as empresas de tecnologia já estão consolidadas, enquanto o turismo oferece inúmeras oportunidades de investimento na Capital.
Lúcia observa ainda que não poderia haver indicador melhor para uma cidade se destacar do que o de capital humano, que além de impactar os outros indicadores, é um fator de competitividade de metas a longo prazo. Características como desenvolvimento econômico e social, segundo ela, dependem muitas vezes de investimentos pontuais e podem ser trabalhados no curto e médio prazos.
Não deixa de ser uma boa notícia para Florianópolis, que precisa melhorar e muito em desenvolvimento social, econômico e infraestrutura. Entre os piores índices da Capital, que influenciaram as baixas posições nos indicadores citados, estão coleta e tratamento de esgoto.


As melhores cidades brasileiras para investir
(A consultoria Urban Systems considerou cem cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes)

1º Vitória (ES)
2º Parauapebas (PA)
3º Curitiba (PR)
4º Barueiri (SP)
5º Florianópolis (SC)
6º Niterói (RJ)
7º São Caetano do Sul (SP)
8º Recife (PE)
9º Rio de Janeiro (RJ)
10º Macaé (RJ)
14º Itajaí (SC)
36º Balneário Camboriú (SC)
56º Joinville (SC)
65º São José (SC)
74º Blumenau
94º Jaraguá do Sul (SC)
99º Palhoça (99)

Capital Humano
1º Florianópolis (SC)
2º Vitória (ES)
3º São Caetano do Sul (SP)

Fonte: Diário Catarinense

Saiba como identificar psicopatas no mercado de trabalho

Eles parecem atenciosos e dedicados ao trabalho, mas, na primeira oportunidade, apunhalam pelas costas colegas que confiaram neles. Mentem sistematicamente, arruínam funcionários e até cometem crimes, como fraudes na contabilidade e eliminação de qualquer prova que os condene. Tudo para conseguir o que querem. Não se tratam de profissionais apenas ambiciosos. São o que os especialistas em comportamento chamam de psicopatas corporativos.

Os CEOs, diretores executivos das empresas, estão no topo do ranking da psicopatia, segundo pesquisa da Universidade British Columbia. Entre a população em geral, até 4% são considerados psicopatas. Entre os CEOs e altos executivos, o índice chega a 16%.

"Isso quer dizer que na população mundial, cada um de nós conhecerá pelo menos 15 psicopatas ao longo de sua vida. Imagine quantos deles são os líderes que conhecemos", diz Luiz Fernando Garcia, CEO da Cogni-MGR, empresa especializada na modificação de comportamento de líderes.

Como identificar
"A psicopatia é um traço de personalidade, caracterizado pela ausência de empatia em relação ao outro, sendo a realização dos desejos individuais o objetivo fundamental que mobiliza as ações do psicopata", afirma Rubens Luis Folchini Fernandes, psiquiatra do Hospital Israelita Albert Einstein.

Segundo o especialista em comportamento de líderes, Luiz Garcia, profissionais com traços de psicopatia se caracterizam pela recusa do "não" como resposta, por não reconhecerem limites e não sentirem culpa pelos seus atos. "Essas características que podem ser equivocadamente privilegiadas pelas organizações que buscam resultados de curto prazo e que têm na rentabilidade o seu maior valor”, diz.
Com ajuda da empresa Cogni-MGR, o G1 listou algumas características para ajudar a identificar os psicopatas no ambiente de trabalho. Confira:
Tem um encanto superficial – O psicopata tem alto poder de sedução e capacidade para manipular as pessoas no início de relacionamentos. "Eles são pessoas, à primeira vista, 'muito normais', de notável capacidade sedutora e convencimento, podendo inicialmente enganar até mesmo os clínicos mais experientes. São essas características que levaram o autor Hervey Cleckley a utilizar o termo 'máscara da sanidade''', segundo o psiquiatra Rubens Fernandes.
Mente sistematicamente – Mentir é uma “ferramenta de trabalho” do psicopata. A mentira alimenta a personalidade egocêntrica dele, que gosta de mostrar que é o melhor, o mais rico, que pode tudo.

Não sente afeto – Ele é indiferente ao sentimento dos que o rodeiam. Tem baixa inteligência emocional. Simplesmente não consegue perceber o que as pessoas à sua volta estão sentindo.

Não tem moral ou ética – Para o psicopata, ética e moral não existem – apenas necessidades e objetivos a serem alcançados.

É impulsivo A falta de moralidade leva à tomada de decisão sem ponderar pessoas e coisas envolvidas.

É incorrigível – Como não tem moral ou sentimento de culpa, a mente do psicopata não vê motivos para corrigir o seu comportamento.

É um hábil manipulador – Não mede esforços para mudar as aparências e trazer as pessoas para o seu lado nas mais adversas situações.

Não é social Por ser excessivamente egocêntrico, tem dificuldade de se relacionar com as pessoas. Só faz isso quando há interesse em benefício próprio.

Fonte: G1.