quarta-feira, 21 de maio de 2014

Síndrome do ‘coitadinho


Tolerância. Uma virtude que nossos pais sempre nos ensinaram a cultivar. ‘Devemos ser tolerantes com os mais fracos, com os menos favorecidos’ sempre disseram eles, baseados em princípios, muitas vezes, religiosos. O espírito de comunidade, a grata sensação de pertencer a um grupo, o acolhimento e a neutralização das diferenças ajudaram a construir civilizações e nações. Vemos a tolerância ser manifestada em situações corriqueiras, como as oportunidades dadas aos deficientes físicos, o espaço garantido aos mais velhos, a receptividade às minorias étnicas, o aumento da liberdade que favoreça o desenvolvimento infantil e assim por diante.

Talvez nenhum outro governo na história tenha esta característica tão marcante quanto a atual gestão. Isto deveria ser motivo de orgulho, no entanto, vemos que a tolerância também pode ser mal utilizada quando em excesso e no desrespeito às leis que garantem a ordem pública. Carros velhos, sem a menor condição de trafegar, poluentes e perigosos, não são retidos porque os policiais ficam com pena de tirar o único recurso de sobrevivência do cidadão. Movimentos de Sem Terra invadem fazendas e destroem propriedades privadas de forma tão abusiva que a própria imprensa já se recusa a dar publicidade de graça a estes baderneiros, mas nada acontece porque temos que ter pena desta classe desfavorecida. Empresas são forçadas a readmitir maus funcionários por pressão do sindicato, diante de alegados problemas de saúde, comprovados por atestados cuja maioria é forjada por médicos corruptos. Parlamentares usam e abusam do poder, se corrompem e mentem descaradamente com a certeza da impunidade. Rádios-pirata colocam em risco o setor de transporte aéreo, saem do ar, mas voltam pouco tempo depois. Professores ‘dão um jeitinho’ de arredondar a nota do aluno para ele passar na matéria porque ele precisa ter uma chance na vida (ou algumas). Camelôs e ambulantes em situação totalmente irregular infestam cada vez mais as ruas, tirando espaço de transeuntes com suas quinquilharias de baixa qualidade, em uma briga desigual com lojistas que pagam impostos, mas ninguém faz nada porque ninguém tem coragem de tirar o sustento destes pobres coitados. Policiais trocam tiros com bandidos a céu aberto, matam mais do que os próprios bandidos e tudo é aceito por ser o preço que se paga para combater a violência. Pais de família abandonam seus empregos porque descobrem que é mais rentável ser pobre desempregado do que lutar por um lugar na classe média. Fiscais fazem vista grossa diante de obras civis irregulares. A diplomacia brasileira engole desaforos de países nanicos porque estes são pobres e merecem nossa tolerância. 

E assim, aprendemos a deixar nossos filhos desperdiçarem comida, separamos um dinheirinho para dar às crianças no semáforo, damos de ombros quando alguém faz uma conversão errada e quase provoca um acidente, não reclamamos quando esperamos ser atendidos e nos deixam plantados no telefone, pagamos para consertar aquela blusa que veio desfiada da loja, demoramos para dar início a um evento para esperar todos os atrasados chegarem, não ligamos quando faltam algumas moedas no troco, e assim a cultura se reforça.

A gota d’água caiu quando um amigo meu teve a sua casa de praia invadida e roubada. Ele lamentou, xingou, mas no final deu de ombros e disse conformado: Pelo menos fiz a minha parte na redistribuição de renda! Ora, ora, quando daremos um basta a esta cultura? Quando descobriremos que passar a mão na cabeça não nos fará uma nação mais forte? Quando nos daremos conta dos danos que estamos causando a nós mesmos?

Agora, pensem em nações empreendedoras, pensem em organizações empreendedoras, pensem em pessoas com perfil empreendedor. Dificilmente você encontrará algum que não tenha tido sua determinação e perseverança testadas em algum momento de sua história. Por trás de muitas histórias de sucesso, vemos muitas limitações e restrições. Não raro, encontramos empreendedores dando depoimentos de que só se tornaram fortes porque passaram por privações e dificuldades. Muitos, inclusive, agradecem aqueles que recusaram suas idéias porque estes ‘não’s os forçaram a rever seus projetos e melhorar suas idéias.

Já passei por várias situações, com alunos, com filhos e com outras pessoas, em que tive dó e quase não fiz o que precisava fazer: reprovar, colocar de castigo ou recusar uma ajuda e às vezes é mesmo difícil discernir o momento em que tenho que ser tolerante e quando preciso ser duro e inflexível. Acho que, de uma forma geral, a tolerância não pode se tornar uma rotina. Temos que ser tolerantes sim, mas em regimes de exceção. Não podemos cair na armadilha de deixar as pessoas se acostumarem com a tolerância.

Sabe qual foi o melhor aluno que eu já tive? Foi um aluno que peguei colando na prova há 7 anos, dei zero e o reprovei. Era um aluno mediano, sem muita projeção na classe, mas ele chorou, implorou, brigou, deu mil desculpas e justificativas, principalmente dizendo que ele não era assim, mas no fim saiu inconformado e batendo firmemente os pés. No semestre seguinte ele voltou disposto a me mostrar quem ele realmente era. Participou das aulas, pediu bibliografia complementar, fez inúmeros resumos da matéria e no final, se tornou um dos meus poucos alunos que conquistaram a nota máxima em minha disciplina. Ainda nos correspondemos com certa freqüência e, há duas semanas, me passou um email dizendo que havia decidido se tornar professor!

Uma boa técnica que uso para identificar empreendedores é colocando barreiras e empecilhos. Ao invés de entregar as coisas facilitadas, já ‘mastigadas’, eu dificulto algumas coisas de propósito para ver a reação. Se um processo é muito burocrático, demorado, lento, complicado, muitos desistirão, mas só os empreendedores persistirão e tentarão mudar as coisas para melhor.

Às vezes, tudo o que precisamos para crescer é um pouco de esforço.


Fonte: Administradores

Faça o contrário: método reverso de estabelecer metas e objetivos

Para atingir uma nova meta, invariavelmente você precisa:
a) rever e mudar uma atitude;
b) desenvolver uma habilidade.
Nos meus grupos de coaching e em entrevistas que tenho feito, sinto que às vezes algumas pessoas ainda têm dificuldades de estabelecer suas metas (principalmente quando pedimos que sejam objetivas).
Então criei um exercício que traz resultados muito interessantes, que eu chamo de ‘técnica do reverso’: se eu não consigo definir bem o que quero, será que consigo definir o que NÃO quero?
Invariavelmente as pessoas têm grande facilidade de definir o que NÃO querem. Aí fica muito mais fácil fazer o exercício de definir as metas – ao definir o que não querem, as pessoas começam a se entender melhor e a destravar seus verdadeiros objetivos.
Algumas áreas onde ajuda muito você definir o que NÃO quer:
  • Finanças pessoais
  • Carreira/profissão
  • Família
  • Relacionamentos
  • Saúde, etc.
Nesses momentos, é muito importante relembrar que metas POSITIVAS trazem resultados muito melhores do que NEGATIVAS.
Usamos este exercício do reverso apenas para ajudar a definir o queremos. Uma vida focada no que NÃO queremos não é de alta performance sustentável, pois está baseada no medo e na restrição.
Exemplos de metas negativas:
- Não quero ter mais dívidas.
- Não quero ser gordo/a
- Não quero ficar acomodado.
- Não quero ficar sem bater a meta.
Veja que não tem nada errado em você evitar isso. Pelo contrário: o exercício do reverso que faço é justamente para tornar claras as coisas que você quer evitar.
O segredo é, ao se auto-analisar, entender isso e depois canalizar essa energia de maneira positiva e produtiva.
Se eu quero evitar X, Y e Z, então… preciso fazer o que?
Nos exemplos acima:
- Se não quero ter mais dívidas, então… Preciso gastar menos do que ganho, preciso me organizar, preciso pagar as contas, preciso rever e mudar alguns hábitos em relação ao dinheiro (quais?).
- Se não quero ser gordo então… Preciso rever alimentação, preciso me exercitar mais, preciso rever e mudar alguns hábitos (quais?).
- Se não quero ficar acomodado então… Preciso ler, preciso fazer algum curso, preciso rever e mudar alguns hábitos relacionados ao meu auto-desenvolvimento (quais?).
- Se não quero ficar sem bater a meta então… Preciso prospectar mais clientes, preciso aproveitar melhor as oportunidades, preciso reativar clientes inativos, preciso rever e mudar alguns hábitos em relação aos passos da venda (quais?).
Ao fazer desta forma, começam a aparecer claramente metas POSITIVAS a serem estabelecidas, com foco no que você quer FAZER para alcançar o que QUER.
Grande lição da aula de hoje (e frase para pensar):
Para atingir uma nova meta, invariavelmente você precisa:
a) rever e mudar uma atitude;
b) desenvolver uma habilidade.
O único jeito de você conquistar algo maior e melhor na sua vida é VOCÊ ser maior e melhor.
É aquela máxima genial do Kaizen:
Hoje melhor do que ontem, amanhã melhor do que hoje.
Então, campeão, campeã, esse deveria ser seu slogan ou mantra pessoal:
Hoje melhor do que ontem, amanhã melhor do hoje.
Abraços de alta performance!
Fonte: Administradores

sexta-feira, 16 de maio de 2014

O futuro, enfim, chegou ao varejo.


Há anos a história se repete: consultores, lojistas, gestores de marcas de moda e caçadores de tendências brasileiros acompanham com atenção o desenvolvimento de tecnologias e estratégias de oferta de produtos aplicados ao varejo, vistos principalmente nos Estados Unidos.

Já não são segredo inovações que permitem pagamentos fora dos caixas tradicionais, cruzamento de informações para conhecimento de perfis detalhados dos clientes, sugestão do produto certo para cada pessoa e ambientação de loja que favoreça a tão desejada experiência de compra. Mas a adaptação de tudo isso ao varejo brasileiro de vestuário ainda é muito lenta – por enquanto são poucas as empresas que investem tempo e dinheiro para encarar o desafio de apresentar novos conceitos aos clientes nas lojas físicas.

Como parte de uma reestruturação do grupo Valdac Global Brands (VGB), dono das tradicionais marcas Crawford e Siberian, a novata Memove (lê-se “memóve”) aposta em uma forma diferente de se relacionar com os consumidores (jovens em torno dos 25 anos) e de administrar estoques, seguindo estratégias que já são sucesso no maduro mercado norte-americano. Um bom exemplo de que o futuro está finalmente chegando ao comércio brasileiro de roupas e acessórios.

Acostumados a lidar com várias telas ao mesmo tempo – TV, videogame, notebook, tablet, smartphone – os jovens clientes da Memove são o público perfeito para a apresentação das novas tecnologias aplicadas ao varejo. Se não quiserem, eles não precisam ir a um caixa tradicional entregar as compras para um atendente: têm a opção de fazer isso sozinhos, operando um caixa preparado para o autoatendimento (fast check-out). Em um pequeno espaço, os clientes podem deixar os cabides, registrar as peças sem precisar de leitor de código de barras, usar a maquininha de cartão, retirar o cupom fiscal e empacotar a compra, escolhendo sacola no tamanho que considerarem mais adequado – os funcionários são entram em cena se forem chamados pelo consumidor.

O segredo está na tecnologia conhecida como RFID, de identificação de produtos por radiofrequência. Trata-se de um sistema de leitura das informações que estão nos chips das etiquetas de todas as peças à venda na loja. Assim como identifica as compras no caixa de autoatendimento, o RFID impede que alguém saia sem pagar – quando o pagamento é confirmado, o chip “adormece”, de forma a poder passar pela saída da loja sem disparar o alarme.

A identificação por radiofrequência, além de atrair o interesse dos clientes na hora do pagamento (a maioria quer testar a novidade) facilita muito o trabalho dentro da loja. No sistema tradicional, quando a gerência recebe, por exemplo, uma caixa com uma remessa de novas mercadorias, precisa destacar alguém para abrir a embalagem e registrar no sistema de estoque a entrada das peças – um a uma. Com a nova tecnologia, basta aproximar a caixa a uma antena, que identifica o conteúdo. Assim, um funcionário antes encarregado do registro manual pode se dedicar a outras tarefas na loja. A RFID também permite o acompanhamento de produtos desde que saem do fabricante, passando pelo centro de distribuição, até a chegada à loja – é o conceito de rastreabilidade, muito valorizado nos Estados Unidos.

Nas 11 lojas da Memove no País – a mais recente inaugurada há poucos dias em um amplo espaço no Shopping Center Norte – os consumidores encontram mais que tecnologia. Toda a ambientação é montada para favorecer o que os gurus do varejo chamam de experiência de compra. Logo na entrada, os clientes encontram uma espécie de sala de estar, com poltronas confortáveis e vídeos em telões (no caso da loja do Center Norte, como atração especial de inauguração, os consumidores têm acesso a um totem em que podem tirar fotos, transmitidas para um telão instalado na grande fachada; afinal, nada mais atraente para os jovens do que tirar fotos e compartilhar as imagens imediatamente).

Há bastante espaço entre as mesas e araras, o que torna a circulação agradável, e as peças estão ao alcance das mãos. Estantes com artigos de papelaria distribuídas nos cantos da loja têm as luzes internas acesas automaticamente quando um cliente se aproxima. A Memove também vende outros produtos além de roupas, lingeries e acessórios: a marca de cosméticos Ducha criou uma linha especial para os consumidores do conceito Memove. E é esse, segundo os especialistas, o caminho do novo varejo: mais que produtos, vender conceitos, ideias e estilos de vida.

A radiofrequência permite o caixa de autoatendimento. A sequência da operação: disposição dos produtos em área de leitura de chip, confirmação do número de peças, opção para Nota Paulista e pagamento com cartão. - Fotos: Tina Cezaretti/Hype



Estratégia do grupo Valdac prevê venda em lojas multimarcas e comércio virtual

Fonte: Diário do Comércio - SP (16/05)

Governo paulista abre dois programas para liquidação de débitos com desconto na multa e nos juros

Os contribuintes em débito com o Estado de São Paulo poderão liquidar através de dois programas, que estarão disponíveis a partir do dia 19 deste mês. Trata-se do Programa Especial de Parcelamento de ICMS – PEP e Programa de Parcelamento de Débitos – PPD (IPVA, ITCMD e Taxas).

O governo paulista divulgou no dia 14 deste mês dois programas que permitem os contribuintes liquidar seus débitos (não inscritos na dívida ativa, inscritos ou ajuizados) com desconto na multa e nos juros.

Com esta medida, para fazer adesão analise em qual programa o seu débito está enquadrado.

Analise abaixo se o débito poderá ser liquidado através do PPD ou do PEP:


PPD – débito tributário
PEP
Abrange débitos

IPVA, ITCMD e Taxas
ICM e ICMS
Fatos geradores / Vencimento
Até 30 de novembro de 2013
Até 31 de dezembro de 2013
Parcelamento
24 parcelas
120 parcelas
Desconto para pagamento em única parcela
Multa - 75%
Juros - 60%
75%
60%
Desconto para pagamento parcelado
Multa - 50%
Juros - 40%
50%
40%
Valor mínimo da parcela
Pessoa física – R$ 200,00
Pessoa jurídica – R$ 500,00
R$ 500,00
Prazo de adesão
De 19/05 a 31/08/2014
De 19/05 a 30/06/2014
Para se inscrever acesse


Os prazos e normas para adesão aos programas foram estabelecidos pelos Decretos nº 60.444/2014 (PEP) e Decreto nº 60.443/2014 (PPD), publicados no DOE-SP de 14-05-2014.

Fonte: Siga o Fisco

Dia de Jogo na Copa do Mundo de Futebol não é Feriado Nacional

Não há previsão na legislação federal considerando quaisquer dias de jogos da Copa do Mundo como feriado nacional. Para que ocorra tal evento (declaração dos dias de jogos como feriados), deverá haver lei municipal ou estadual que assim o considere.
A Lei n°12.663/2012 – Lei da Copa, em seu artigo 56 estabelece que os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão decretar feriado ou ponto facultativo nos dias de jogos da seleção brasileira. Portanto, o empregador deverá consultar a legislação de seu estado ou município a fim de verificar se há norma legal declarando feriado em algum dos dias de jogos.
Os dias declarados Pontos Facultativos possuem regras diferenciadas apenas para os órgãos públicos. Para as empresas privadas os dias declarados como Pontos Facultativos são considerados como dias úteis, para efeito dos contratos de trabalho.
No município do Rio de Janeiro, por exemplo, foi decretado feriado, conforme veremos a seguir:
Data e Horário
Fundamentação Legal:
18.06.2014 – Feriado a partir das 12:00 horas
DECRETO 38.365, DE 11-3-2014 (DO-MRJ DE 12-3-2014)
25.06.2014 – Feriado a partir das 12:00 horas
DECRETO 38.365, DE 11-3-2014 (DO-MRJ DE 12-3-2014)
04.07.2014 – Feriado durante todo o dia
DECRETO 38.365, DE 11-3-2014 (DO-MRJ DE 12-3-2014)

Como Agir nas Localidades em que não Houver Decreto de Feriado
Empresas que Paralisam suas Atividades Durante a Copa
A empresa que optar por paralisar as atividades durante um ou mais dias de jogos, deverá adotar um dos procedimentos abaixo:
a) dispensar os empregados do trabalho, sem prejuízo do salário ou compensação pelos dias não trabalhados; ou
b) dispensar os empregados do trabalho, mediante acordo por escrito que preveja a compensação dos dias não trabalhados em outros dias da semana. Para a compensação realizada dentro da mesma semana entendemos que o acordo poderá ser efetuado entre empregado e empregador, sem necessidade de intervenção do sindicato representativo da categoria.
Caso a compensação seja realizada em outra semana entendemos que deverá haver previsão em convenção, acordo coletivo de trabalho ou banco de horas.
Empresas que Não Paralisam suas Atividades
As empresas não estão obrigadas a dispensar os empregados nos dias de jogos. Portanto, os empregados que não comparecerem ao trabalho serão descontados em sua remuneração pelas faltas injustificadas, assim refletindo diretamente no repouso semanal remunerado e nas férias.
Fonte: Legisweb

O poder do consumidor na era digital

Esta semana um consumidor fez duas marcas esportivas duelarem no Twitter com a seguinte provocação “Centauro e Netshoes quero um tênis e vi que está o mesmo preço em ambas. Discutam entre vocês qual é a melhor para eu comprar” por Pedro Tessarolo via Twitter. Fonte: Admistradores. com.br 
A partir dessa provocação podemos se perguntar Qual o destino das empresas em relação ao poder de influência do consumidor?
Na era digital, as pessoas estão exercendo poder sobre as empresas através das redes sociais expondo opiniões, criticando, mas também elogiando em busca de um relacionamento consistente com as empresas. Os clientes mais do que nunca querem ser ouvidos e se sentir importantes nesse processo de troca, garantindo satisfação mutua e consequentemente um relacionamento duradouro que é o que tanto as empresas almejam, mas que é um desafio nos dias de hoje.
Ações como essas nas redes sociais chamam atenção de todos, mas principalmente dos clientes “fieis” e clientes potenciais a resposta das empresas diante dessa situação deve ser rápida e inteligente. Nesse caso especifico a disputa começou através de descontos, na base do quem dá mais, a proposta do cliente era “decida entre vocês”, mas a empresa que venceu a disputa teve uma sacada sensacional e virou o jogo, deixando a decisão final na mão do cliente com o seguinte questionamento “Em quem você confia mais para entregar o seu produto?”
Quando a empresa fez esse questionamento, ela reconheceu o cliente como um consumidor consciente, que não está em busca apenas de um preço menor, mas também valor agregado, tendo assim uma visão holística, olhando para os outros processos que envolve o produto até chegar em suas mãos. A partir da resposta final do consumidor chegamos à conclusão de que a confiança na logística, é um diferencial em relação a concorrência e a presença da palavra “confiança” no questionamento da empresa, remete a valor, a empresa conseguiu agregar valor ao cliente através da logística sendo lembrada e reconhecida por esse trabalho bem feito. Toda essa repercussão desperta curiosidade no cliente potencial que consequentemente vai querer testar a logística da empresa e injeta mais uma dose de confiança no cliente que consome frequentemente produtos da marca.
O poder do consumidor tem se intensificado, os consumidores confiam mais uns nos outros do que na própria empresa e com a força das redes sociais está fazendo as organizações rever decisões e tomarem decisões jamais antes pensadas, os novos consumidores querem participar, mas também cobram das empresas o desenvolvimento de personalidade da marca. Num futuro próximo as marcas não terão tanta influência sobre os consumidores e a transparência das empresas será essencial para conquistar os clientes principalmente no mercado de e-commerce.
Busquem conhecer as empresas pela qual vocês tem preferência na compra de determinados produtos, visite seus sites e plataformas na qual ela está presente e interaja com a empresa. Sua opinião é extremamente indispensável para as empresas na era digital onde as opiniões se multiplicam em questão de segundos e as pessoas tendem a confiar mais umas nas outras, e desconfiar das empresas por inúmeros motivos que envolve ética e responsabilidade social. E acima de tudo tenha uma opinião própria sobre as empresas e diga para você mesma e para outras pessoas quais os reais motivos pelo qual você consome determinados produtos e marcas. Seja um influenciador e gerador de opinião.
Agora quero saber de vocês “Clientes Modernos” quais fatores são indispensáveis na escolha de uma empresa na hora de fechar a compra?
Fonte: Administradores.com.br

Como desenvolver a inovação no modelo de negócio?

O ambiente corporativo está cada vez mais complexo e com mudanças a cada dia mais aceleradas, obrigando as empresas a se questionarem continuamente sobre o seu modelo de negócio. Hoje, existem diferentes tipos de modelos de negócio dentro do mesmo segmento de mercado, e sua evolução é rápida e constante. Considere o setor de supermercados, por exemplo. Os supermercados há uns 20 anos se concentravam em oferecer para os seus clientes os produtos necessários para a alimentação e limpeza de uma casa. Hoje, eles ampliaram o seu modelo de negócio e oferecem eletrodomésticos, móveis, roupas, restaurantes, farmácias, serviços de jardinagem, serviços para carros, e esta lista só cresce. As redes de farmácias, como a rede Onofre, estão ampliando os seus serviços e inserindo nas suas lojas a estética e o salão de beleza. As empresas que querem ser bem sucedidas neste ambiente do século XXI precisam rever continuamente o seu modelo de negócio e redefini-lo sempre que for necessário.
Afinal o que é um modelo de negócio?
Um modelo de negócio responde três perguntas fundamentais. Quem é o seu cliente? Qual a proposta de valor para responder às necessidades do seu cliente? Quais são os processos e recursos necessários para entregar a proposta de valor? Simples? Não é! Definir uma proposta de valor diferenciada nem sempre é fácil. A proposta de valor responde a uma necessidade existente no mercado e, por isto, cria valor para o consumidor. Para um produto ser valoroso ele despertará no consumidor os pensamentos: “eu quero”, “nada se compara” e “eu acredito”. Além disto, no modelo de negócio, a interação entre os processos de entrega e de produção geram lucro para a empresa. Inovação de modelo de negócio gera valor e não novos produtos!
Quais são as principais barreiras para se inovar no modelo de negócio?
Muitas empresas têm dificuldades de se adaptar rapidamente ao ambiente em constante mudança. As principais razões para esta dificuldade podem ser resumidas nas seguintes justificativas: 1) a inovação de um novo modelo de negócio pode canibalizar o negócio atual; 2) a inovação foca somente nos atuais clientes da empresa; 3) os executivos da empresa estão instintivamente orientados para o “status quo”, ou seja, estão voltados para minimizar o risco e a variabilidade; 4) os executivos são complacentes depois de anos de sucesso do negócio atual, ou 5) os executivos se concentram somente nas áreas de competências atuais do negócio.
Quais as possíveis dimensões para se criar inovação de modelo de negócio?
Podemos distinguir quatro dimensões principais para se inovar no modelo de negócios: 1) a oferta: As ofertas são os produtos e serviços inovadores que levam valor para os consumidores. O IPod, IPad ou Itunes, por exemplo, são produtos inovadores. Ainda podemos ter as inovações nas plataformas e as soluções integradas. A Nissan criou uma plataforma de componentes para criar novas linhas de carros e utilitários. A Disney é outro exemplo de plataforma: com os seus personagens a empresa cria uma série de novos produtos e serviços. Nas soluções, encontramos as ofertas integradas desde a concepção até a implantação de produtos e serviços.
2) os consumidores:Na dimensão de consumidores pode-se inovar achando novos segmentos de consumidores ou redefinir as interações existentes em cada ponto de contato para criar novas formas de receitas. Toda a gama de serviços que foi criada para servir ao segmento de baixa renda é um exemplo da criação de novos segmentos de mercado.
3) os processos:Na dimensão de processos podem-se criar novas linhas de produtos e serviços utilizando as competências centrais da empresa, como a Honda fez com a sua linha de produtos – moto-serra, cortador de grama, motocicletas, carros, etc. Ou envolver o seus fornecedores na criação de valor como a Boeing ou a Embraer.
4) os canais de entrega:Nos canais de entrega a empresa pode buscar novas formas de distribuir e interagir com os consumidores criando um relacionamento inteligente e criativo. O e-commerce criou uma gama enorme de novos modelos de negócio.
Como executar com sucesso os novos modelos de negócio?
Para executar novos modelos de negócio é necessário fazer escolhas quanto à estrutura, a equipe, o sistema e a cultura. É necessário desenvolver um novo DNA para o novo projeto. Avaliar o quanto se precisa “esquecer” para criar o novo ou o quanto se precisa “emprestar” do negócio existente para inovar. Um modelo de negócio disruptivo pode utilizar as competências e recursos da empresa existente – “emprestar alto” – e ao mesmo tempo desenvolver novas competências com um “esquecer alto”. A escolha deste novo DNA é fundamental para a execução e o sucesso de um novo modelo de negócio.
Para executar a inovação de modelo de negócios, a empresa precisa mudar a sua maneira de pensar e aprender a trabalhar com a experimentação, cujos resultados podem levar algum tempo para serem obtidos. Quando o futuro é incerto e desconhecido, é no aprendizado contínuo que florescem as chances para inovar.
Fonte: Administradores.com.br