domingo, 8 de junho de 2014

5 traços comuns a empreendedores de sucesso

Após 13 anos escrevendo sobre empresas de tecnologia, o autor John Brandon claramente tem experiência sobre como começar uma companhia e fazê-la durar. Abaixo, ele compartilha cinco traços que sempre percebeu entre os empresários de sucesso, responsáveis por negócios duradouros.
Confira:
1. Eles são incrivelmente persistentes
Empreendedores de sucesso não pressionam o banco até que ele conceda o empréstimo que eles querem e depois relaxam. Esse tipo de empreendedor é persistente por natureza e nunca para ou percebe que há uma maneira diferente de agir.

2. Eles não aceitam "não" como resposta
Empresários bem sucedidos sabem lidar bem com a rejeição - eles apenas não a aceitam. É mais do que apenas não desistir, é um mecanismo que os impede de desistir quando tudo aponta para esse caminho.

3. Eles sabem como virar as situações a seu favor
Você pode ter motivação e saber lidar com a rejeição, mas se você não sabe como tirar proveito das oportunidades, sua empresa não vai sobreviver.

4. Eles concluem as coisas
Boas companhias são construídas por pessoas que levam uma ideia adiante, até sua conclusão. Se você for preguiçoso e irresponsável, sua ideia irá falhar.

5. Eles prestam atenção aos detalhes 
Este é um traço de sobrevivência: é preciso prestar atenção aos detalhes no trabalho. Quando você se importa com uma coisa, você gasta um tempo a mais para prestar atenção aos detalhes.

Fonte: Administradores

Mais de 4 milhões de pessoas se cadastraram como microempreendedor individual

A profissão que lidera a adesão ao programa é a de comerciante de artigos de vestuário e acessórios, com 424.077 trabalhadores (10,8% do total). / Agência Brasil
O número de trabalhadores autônomos cadastrados como microempreendedores individuais (MEI) ultrapassou a marca de 4 milhões em quase cinco anos de existência do programa. Os dados foram divulgados pela Secretaria da Micro e Pequena Empresa.
 
As profissões que lideram a adesão ao programa são comerciante de artigos de vestuário e acessórios, com 424.077 trabalhadores (10,8% do total); barbeiro, com 282.322 (7,2%); e pedreiro, com 142.698 (3,6%).
 
Com cerca de 2 milhões de pessoas formalizadas, a Região Sudeste concentra 50% do total de microempreendedores individuais. O Nordeste está em segundo lugar, com cerca de 820 mil profissionais cadastrados, seguido pelo Sul (600 mil), Centro-Oeste (370 mil) e Norte (240 mil).
 
Na distribuição por estados, São Paulo lidera o número de MEI, com cerca de 1,1 milhão de trabalhadores formalizados. Em seguida, vêm Rio de Janeiro (483 mil), Minas Gerais (437 mil), Bahia (270 mil) e Rio Grande do Sul (238 mil). Do total de microempreendedores individuais, 2,04 milhões são homens (52,6%); e 1,83 milhão (47,4%), mulheres.
 
Criado em 2008, o programa de formalização de trabalhadores autônomos entrou em vigor em julho de 2009. De acordo com a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, o programa ganhou impulso a partir de 2012, quando o teto de faturamento para inclusão no programa foi elevado de R$ 35 mil para R$ 60 mil por ano. Somente nos últimos dois anos, 1,3 milhão de profissionais cadastraram-se.
 
O Programa Microempreendedor Individual permite que profissionais que trabalham por conta própria e ganhem até R$ 60 mil por ano paguem tributos simplificados e contribuam para a Previdência Social. O empresário que tenha até um empregado que receba salário mínimo ou o piso da categoria também pode fazer parte do programa. Para ser classificado como MEI, o trabalhador não pode ser sócio ou titular de outra empresa.
 
Com registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), os microempreendedores individuais podem abrir conta bancária, pedir empréstimos e emitir notas fiscais. A principal vantagem, no entanto, é a cobertura pela Previdência Social, que permite o acesso a benefícios como salário-maternidade, auxílio-doença e aposentadoria.
 
Os trabalhadores inscritos no MEI fazem parte do Simples Nacional, programa de recolhimento simplificado de impostos. A diferença é que os microempreendedores são isentos de tributos federais e pagam um valor fixo por mês, de R$ 37,20 (comércio ou indústria), R$ 41,20 (prestação de serviços) ou R$ 42,20 (comércio e serviços).
 
A quantia é destinada à contribuição para a Previdência Social e ao pagamento de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de responsabilidade dos estados, e do Imposto sobre Serviços (ISS), administrado pelos municípios. Para se inscrever, o microempreendedor interessado pode acessar o Portal do Empreendedor e clicar no campo Formalize-se, sem a necessidade de apresentar documentos.

Fonte: Diário do Comércio - SP

sábado, 7 de junho de 2014

20 citações que vão mudar sua vida para melhor


Sempre precisamos de algo para nos motivar, sobretudo em horas de dificuldade. Às vezes, somos atropelados pelo corre-corre do cotidiano e nos esquecemos de como viver plenamente. Certas citações e discursos podem nos ajudar, em momentos assim, a vencer a inércia e encontrar forças para agir.
Em uma artigo para o site Lifehack, Vikas Kumas reuniu frases famosas que podem instigar você a ir mais além:
1. Quando você deseja o sucesso do mesmo modo que deseja respirar, então você será bem sucedido. – Eric Thomas;
2. Muitas pessoas falham na vida não porque miram muito alto e acabam errando, mas porque elas miram muito baixo e acertam. – Les Brown;
3. As pessoas dizem frequentemente que a motivação não dura. Bom, nem o banho, é por isso que o recomendamos diariamente. – Zig Ziglar;
4. A única coisa entre você e seu objetivo é a história que você sempre usa para não alcançá-lo. – Jordan Belfort;
5. Uma viagem de mil milhas começa com um único passo. –- Lao Tzu;
6. Se você só concordar em fazer o que é fácil, a vida será difícil, mas se você estiver disposto a fazer o que é difícil, a vida será fácil. – T. Harv Eker;
7. Quando cair, caia de costas; porque se você consegue olhar para cima, então pode se levantar. – Les Brown;
8. A aprendizagem não é uma brincadeira de criança; não podemos aprender sem dor. – Aristóteles;
9. Para ter sucesso, seu desejo de sucesso deve ser maior que o medo de falhar. – Bill Cosby;
10. O medo da morte decorre do medo da vida. Um homem que vive plenamente está preparado para morrer a qualquer momento. – Mark Twain;
11. "Lute e lute novamente até que os cordeiros virem leões. – Robin Hood, 2010;
12. Sucesso não é decisivo, fracasso não é fatal: é a coragem para continuar que conta. – Winston Churchil;
13. Se você tem um sonho, não fique apenas sentado. Reúna coragem para acreditar que pode ter sucesso e não deixe pedra sobre pedra até torná-lo realidade. – Roopleen;
14. Há apenas duas maneiras de viver sua vida. Uma é acreditar que nada é um milagre. A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre. – Albert Einstein;
15. Dois homens olham através das mesmas barras: um vê o barro e o outro as estrelas. – Frederick Langbridge;
16. Eu não falhei 10 mil vezes. Apenas encontrei 10 mil formas que não funcionam. – Thomas Edison;
17. Contos de fadas são mais que verdadeiros; não porque nos dizem que dragões existem, mas porque eles nos ensinam que dragões podem ser derrotados. – Neil Gaiman;
18. Nunca é tarde demais para ser o que você poderia ter sido. – George Eliot;
19. Faço o que pode, com o que tem, onde estiver. – Theodore Roosevelt;
20. A vida não tem limitações, exceto as que você impõe. – Les Brown.
Se gostou das frases e se de alguma maneira sentiu-se motivado, anote aquelas que mais combinam com você para ler quando estiver para baixo ou quanto os tempos não estiverem tão fáceis (nossa dica é que você releia a terceira citação neste momento).
Fonte: Administradores.com.br

Em momentos de transição, um “turbilhão criativo”

Em momentos de significativa transição, nos remetemos a um estado interior repleto de questionamentos que nos impulsiona a encontrar alternativas criativas, em meio às incertezas e as pressões externas. Nesse estado, que podemos denominar de “Turbilhão Criativo”, nos percebemos produzindo algumas obras edificantes que em tempos idos não teriam sido geradas. A partir disso, podemos realizar a reflexão de que as mudanças são bem vindas em nossas vidas, apesar de nos percebermos resistindo a elas pelo temor natural decorrente de nosso instinto primário de conservação. A mudança, como a percebemos, desencadeia estados antagônicos, alternando entre a polaridade positiva e a polaridade negativa.

Quando a percebemos na perspectiva positiva, somos dominados por sentimentos de otimismo e de entusiasmo, nos regozijando com o “novo” que se apresenta em nossas vidas. Em contraposição a essa perspectiva, podemos nos perceber dominados por sentimentos de insegurança, de revolta e de medo, nos ejetando para um patamar de forte defesa.
Ao refletirmos sobre esses estados mentais contraditórios do ego, podemos optar por nos manter em equilíbrio, nos observando, através de nossa Consciência maior, em seu aspecto transcendente, não apegado as questões do ego autocentrado.
A Consciência maior, transcendente, habita em nós, num espaço sutil, que pode ser percebido através da prática da meditação profunda e do processo de despertar espiritual, que cada um, há seu tempo, pode alcançar.
Neste aspecto, não há regras, receitas, dicas, manuais ou roteiros que nos leve a esse nível de entendimento. O que podemos fazer é reconhecer, ao longo da história da humanidade, que muitos alcançaram esse nível sutil de percepção extrafísica. Contudo, em alguns momentos podemos duvidar de nossa capacidade de alcançar esse estado, como se não fôssemos sábios o suficiente para esse grande feito. A questão é que todos nós podemos ter a oportunidade de realizar a conexão e a expansão da Consciência, desde que num primeiro momento, aceitemos o fato de que ela já habita em nosso interior e aguarda silenciosamente que a busquemos com confiança e entrega.

Se pararmos para refletir sobre o conjunto de acontecimentos, por nós vividos, sejam em meio à dor ou ao amor, podemos vislumbrar que hoje já nos encontramos melhores do que ontem, e assim prosseguindo num fluxo encadeado evolutivo.
Por Denise Medeiros
Fonte: Administradores.com.br

A morte do 'Eu Não Posso'

Como convencer seus liderados que eles são muito mais do que pensam? Leia essa história


Muito se tem falado no papel do líder e nas características da boa liderança. É um belo discurso, sem dúvida. Mas na vida real, a coisa nem sempre é assim. Quando a pressão por resultados aumenta – e ela sempre aumenta – não é fácil transformar a teoria em prática. Nessa hora, são raros os que conseguem evitar a tentação de recorrer a um velho método, execrado por todos os cursos, livros e cartilhas de liderança: repassar a pressão para os funcionários e colaboradores, de preferência em dobro. E haja intimidação, coação, ameaças e demonstrações de autoritarismo.
Não é minha intenção fazer mais um discurso para tentar provar que as coisas podem – e devem – ser diferentes. Em vez disso, prefiro dar um exemplo concreto de como o verdadeiro líder é capaz de virar o jogo e mudar toda uma cultura empresarial improdutiva apelando para a criatividade, e não para a força bruta. Essa história me foi contada por meu amigo Mário Griecco, ex-presidente do Laboratório Bristol Myers Squibb do Brasil. Anos atrás, Griecco assumiu a presidência da Squibb de Porto Rico e deparou-se com uma dificuldade aparentemente intransponível. A empresa estava contaminada pelo apego aos velhos hábitos e a resistência às mudanças era feroz. Cada proposta de Griecco esbarrava na muralha do “isto é impossível”. E a frase que ele mais ouvia, tal qual bolero em vitrola quebrada, era sempre o “yo no puedo, yo no puedo...”.
O que fazer? Ameaças de demissão e medidas autoritárias não fazem parte de seu estilo de liderança. Afinal, o que ele queria era a cooperação, e não a duvidosa subserviência dos que são forçados a agir de uma forma, mas continuam pensando de outra. O diálogo e os argumentos racionais, contudo, pareciam cair em ouvidos moucos. A solução encontrada por Griecco surpreende pela originalidade e pelos incríveis resultados que proporcionou. Um belo dia, ele pediu aos funcionários que escrevessem suas listas do “yo no puedo”. Todos deveriam enumerar, uma a uma, as coisas que achavam que não podiam fazer, tanto no plano pessoal quanto no profissional. A seguir, foi convocada uma reunião na qual eles apresentariam suas listas.
Os porto-riquenhos devem ter pensado que aquele presidente brasileiro havia enlouquecido quando o viram chegar para a reunião vestido de padre e carregando um pequeno caixão de defunto. Griecco pediu-lhes, então, que depositassem suas listas no caixão e anunciou: “Hoje vamos enterrar de uma vez por todas o ‘yo no puedo’”. Atônitos, os funcionários seguiram seu presidente em uma procissão fúnebre que percorreu os corredores da empresa até chegar à área externa, onde foi aberta uma cova e o “yo no puedo” foi sepultado com todas as honras. O gesto simbólico exerceu um poderoso efeito transformador na mentalidade até então dominante – proeza que nenhum discurso ou ameaça teria conseguido realizar. Até hoje, quando visitantes deparam-se com a inusitada lápide e perguntam quem está enterrado lá, os porto-riquenhos relatam, orgulhosos, a história do dia em que o “yo no puedo” morreu.
Fonte: Administradores.com.br

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Contadores à beira de um ataque de nervos

Bem remunerados e mais demandados pelas empresas, os contadores têm pela frente o desafiode encarar os altos índices de estresse.
Planilhas, documentos, folhas de pagamentos, guias preenchidas pela internet, prazos apertados para a entrega da documentação, cobranças dos contratantes e tensão ante a constante possibilidade de ter as informações prestadas confrontadas pela Receita Federal. Por trás de tudo isso está o contador, profissional que ocupa as primeiras colocações nos rankings dos segmentos com maior nível de estresse. 
Estudo recente da instituição de prevenção e combate ao estresse International Stress Management Association no Brasil (Isma Brasil) aplicado a mil entrevistados de Porto Alegre e São Paulo no ano passado, comprova que o profissional de Finanças – ramo que abrange a Contabilidade – fica atrás apenas dos trabalhadores da Saúde e Indústria no ranking dos mais estressados. Na terceira posição entre os ramos pesquisados, o profissional sofre para traspor desafios como acúmulo de tarefas, instabilidade e falta de autonomia.
Os níveis de estresse entre todos os brasileiros são preocupantes. Pesquisas do Isma Brasil indicam que 70% dos profissionais brasileiros sofrem alguma sequela devido ao alto nível de stress. Desse total, 30% atingiram o nível mais elevado, conhecido como Burn Out - esgotamento mental intenso causado por pressões no ambiente profissional.
O mesmo levantamento do instituto de controle do estresse aponta que o Brasil é o segundo país com o maior nível dessa mistura de frustração, irritação e ansiedade do mundo. Dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) demonstram que doenças causadas por estresse e depressão afastam do trabalho mais de 200 mil pessoas por ano no País.
Tido como um dos males da pós-modernidade, o estresse pode assolar o trabalhador de qualquer área, mas, inegavelmente, aqueles que lidam diretamente com as contas de uma pessoa física ou jurídica e são responsáveis pelos balanços, fechamentos e relatórios tornam-se os mais atingidos. Tudo isso combinado com o aumento das obrigações e a obrigatoriedade de adaptação às novas exigências fiscais e ferramentas tecnológicas agrava ainda mais esse “gatilho” para o aparecimento de outras doenças.

Obstáculos também ajudam a evoluir na profissão

A dor de cabeça nas Ciências Contábeis parece não ter fim. Por outro lado, os profissionais de contabilidade nunca foram tão valorizados, inclusive economicamente. Pesquisa realizada pela empresa de recrutamento especializada Robert Half estima que 58% dos diretores financeiros do Brasil esperam aumento na remuneração dos profissionais de finanças e contabilidade em 2014. Os resultados do estudo, realizado com 2.535 executivos de finanças e contabilidade de 16 nacionalidades, colocam o Brasil como quarto país em que mais se aposta em aumento salarial para esses executivos neste ano, atrás apenas da China (70%), Hong Kong (69%) e Nova Zelândia (60%).
Para o empresário contábil Cláudio Nasajon, da Nasajon Sistemas Contábeis, isso se explica exatamente pelas dificuldades enfrentadas na prática contábil. “Quanto mais difícil é uma tarefa, mais valor têm aqueles que conseguem executá-la bem. No caso da legislação empresarial brasileira, é preciso ser quase um mago para se atingir um nível razoável de proficiência”, adverte.
O contador e perito contábil Márcio Lavies Bonder, do Escritório Lavies Bonder de Porto Alegre, aproveita os obstáculos para evoluir na profissão. Graduado em duas universidades, Bonder não para de se qualificar e diz que só isso garante tranquilidade no dia a dia. O desafio, então, é tirar proveito da grande demanda por profissionais sem colocar em risco a própria saúde. As pressões e demandas estão aumentando, e não há perspectiva de que vão baixar. Pelo menos não num futuro próximo. “É responsabilidade de cada profissional estabelecer seus próprios limites e zelar pela sua qualidade de vida. O dinheiro que eventualmente você pode estar recebendo a mais agora pode ser gasto em hospitalização ou no tratamento de uma doença mais tarde”, salienta a psicóloga Ana Maria Rossi.

É preciso atenção ao surgimento de novas tecnologias 

Entre os principais geradores de estresse, segundo levantamento da Isma Brasil, em primeiro lugar está a falta de tempo para realizar um número cada vez maior de tarefas. A sobrecarga de trabalho e o excesso de atividades são apontados por 64% dos entrevistados como o primeiro dos grandes vilões para o bem-estar. 
Após, na lista da entidade, está o medo da demissão, tido como grande fonte de ansiedade para 56% das pessoas ouvidas. Em terceiro lugar, vem o excesso de responsabilidade e a falta de autonomia, fator destacado por 47% dos entrevistados e que “assola principalmente os responsáveis pela área financeira e, consequentemente, contábil”, enfatiza a presidente do Isma Brasil e doutora em psicologia clínica, Ana Maria Rossi.
Além desses três fatores diagnosticados em pesquisa, a psicóloga lembra que o desequilíbrio entre a valorização e o esforço empenhado também é um fenômeno a ser levado em conta ao analisarmos os níveis de estresse no País. “Muitos profissionais sentem que estão trabalhando mais do que deveriam por que não são gratificados pela colaboração. E essa gratificação nem precisa ser financeira. Às vezes, um tapinha nas costas é suficiente”, pontua.
O presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRCRS), Antônio Palácios, afirma que há um certo agravamento do estresse cotidiano exatamente pela necessidade de estar em constante adaptação e pelo grande acúmulo de tarefas e responsabilidades nas mesas dos contadores. “Aumentaram as exigências da Receita Federal, que hoje são o principal motivo de atenção da maioria dos nossos profissionais, e as evoluções tecnológicas ocorrem em uma velocidade que a categoria não consegue acompanhar”.
Não é à toa que a rotina tida pela maior parte dos contadores como a mais estressante é o eSocial (Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas). A ferramenta exige adaptação técnica e maior atenção às informações fornecidas devido ao cruzamento completo de todos os dados prestados. Ao mesmo tempo, as dúvidas colocam os setores tributários e fiscais em lugar de destaque no organograma empresarial, no centro da tomada de decisões e do tratamento de informações. Esta dinâmica pode servir de exemplo do protagonismo que vem sendo assumido pelo profissional contábil na dinâmica empresarial e, paralelamente, do peso que recai sobre as suas costas.
O perito contábil Márcio Lavies Bonder, com formação em Ciências Contábeis e Direito, é jovem no ramo (atua há 10 anos) e, talvez por isso mesmo, diz não sentir desgaste ao ter de buscar qualificação e aprender a utilizar as novas tecnologias. O segredo, segundo ele, é não levar o estresse para casa, estudar para não se desesperar ao se deparar com um processo complicado e se organizar para cumprir os prazos apertados. “É claro que quanto mais valorizado, maior é a responsabilidade, mas não é por isso que eu me digo estressado. Mas também sou de uma geração que conheceu a contabilidade com o uso de tecnologias, diferente de quem está há muitos anos na profissão”, admite o contador.
Representante dos profissionais contábeis no Estado, Antônio Palácios informa que, depois do eSocial, o que mais tira o sono da classe é a adoção das Normas Internacionais. Segundo Palácios, o problema agora não são as regras, que já estão bem estabelecidas, mas a falta de preparo das empresas para prestar aos profissionais da contabilidade as informações necessárias para desenvolver o trabalho e elaborar os balanços de acordo com o que as normas exigem.

Por Roberta Mello
Fonte: Jornal do Comércio - RS

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Como identificar um psicopata no ambiente de trabalho

Pesquisa realizada pela universidade British Columbia, desde 1991, apontou que os CEOs lideram o ranking da psicopatia


Parece coisa de filme, mas eles existem e estão mais perto do que você imagina. Mas, como identificar um psicopata no ambiente de trabalho? É possível? A primeira coisa que você precisa saber é que eles são realmente muito sedutores e também são capazes de apunhalar pelas costas, tranquilamente. Contar mentiras premeditadas, arruinar os colegas mais poderosos, fraudar a contabilidade e eliminar provas para conseguir o que querem também fazem parte da lista de atributos. E fazem isso sem o menor pudor. Ética e respeito recebem um lugar incompreensível em sua conduta. 
“Profissionais com traços de psicopatia se caracterizam por não aceitarem o não, não reconhecerem limites e muito menos sentirem culpa pelos seus atos. Características que podem ser equivocadamente privilegiadas pelas organizações que buscam resultados de curto prazo e que têm na rentabilidade seu maior valor”, comenta Luiz Fernando Garcia, CEO da empresa de treinamento Cogni-MGR.
Pesquisa realizada pela universidade British Columbia, desde 1991, apontou que os CEOs lideram o ranking da psicopatia. Enquanto as estatísticas apontam que 1% da população tem algum tipo de psicopatia, entre CEOs e altos executivos esse número pode chegar até a 16%.

Como identificar o psicopata nas organizações

A psicopatia é classificada na Psicologia como um Transtorno de Personalidade Antissocial, que se caracteriza por total falta de empatia. O psicopata é incapaz de perceber os sentimentos das pessoas à sua volta.
Ele é identificado, principalmente, pelas seguintes características, segundo o especialista:
Tem um encanto superficial – O psicopata tem alto poder de sedução e capacidade para manipular as pessoas no início de relacionamentos.
Mente sistematicamente – Mentir é uma “ferramenta de trabalho” do psicopata. A mentira alimenta a personalidade egocêntrica dele, que gosta de mostrar que é o melhor, o mais rico, que pode tudo.

Não sente afeto – Ele é indiferente ao sentimento dos que o rodeiam. Tem baixa inteligências emocional. Simplesmente não consegue perceber o que as pessoas à sua volta estão sentindo.
Não tem moral ou ética – Para o psicopata, não há ética e moral, mas sim necessidades e objetivos a serem alcançados.
É impulsivo – A falta de moralidade e de ética leva à tomada de decisão sem ponderar pessoas e coisas envolvidas.
É incorrigível – Como não tem moral ou sentimento de culpa, a mente do psicopata não perceber o “porquê” de corrigir seu comportamento.
É um hábil manipulador – Não mede esforços para mudar as aparências e trazer as pessoas para o seu lado nas mais adversas situações.
Não é social – Por ser excessivamente egocêntrico, tem dificuldade de se relacionar com as pessoas. O faz apenas quando há o interesse em benefício próprio.


Como agir quando se identifica um psicopata

Segundo Luis Fernando Garcia, não existe uma receita sobre como agir. Mas ele afirma que caso a suspeita da psicopatia seja confirmada pelas atitudes e atos do profissional, alguns cuidados podem ser adotados:
Busque apoio profissional – Quando possível, busque apoio especializado de profissionais de Psicologia, para ter a certeza que a pessoa em questão apresenta esse transtorno de personalidade.
Rastreie o histórico do profissional – Busque elementos que comprovem o comportamento do profissional, seguindo sua história dentro da organização ou até mesmo no mercado. Identifique conflitos que podem ter surgido com equipes e colegas em outras empresas.
Aperte o cerco - Quando se encontra essa situação, é hora de criar vínculos novos e sistemáticos, participando mais dos trabalhos da equipe comandada pelo profissional em análise. “Normalmente, é possível identificar padrões de conduta recorrentes que reforcem a suspeita”, comenta o CEO da Cogni-MGR.
Reforce a união da equipe - Quando o cerco apertar, é possível que o profissional decida-se por deixar a empresa espontaneamente, caso identifique os elementos que amparam a decisão pelo desligamento, o que traria as menores consequências para a empresa. Porém, antes disso, é fundamental criar oportunidades para que a direção da empresa esclareça com a equipe em questão, de forma discreta e estritamente profissional, que os processos ligados àquele profissional estão sendo analisados.
Fonte: Administradores.com.br