terça-feira, 29 de julho de 2014

Sua personalidade atrapalha o seu trabalho?

Sabia que a sua personalidade diz muito sobre você na empresa? Entenda e descubra se ela atrapalha o seu trabalho

Fonte: Shutterstock

Na hora de contratar um novo funcionário, a empresa certamente não olhará apenas para as suas qualidades profissionais, cursos e afins, mas também para as suas características pessoais. Isso não é à toa: a personalidade de uma pessoa interfere muito no seu jeito de lidar com o emprego podendo até mesmo atrapalhar o trabalho.

Pessoas mais racionais, por exemplo, costumam ser mais equilibradas para tomar decisões. Sempre que precisam fazer escolhas, elas analisam cada possibilidade que existem de forma tranquila. Além disso, sua capacidade de reflexão permite que elas consigam ouvir críticas sem se ofender, buscando sempre melhorar. O lado negativo é que as pessoas mais racionais geralmente são vistas como frias e até egocêntricas, o que pode comprometer a sua imagem. Portanto, se você acredita ser racional, tome cuidado com isso.

Outra personalidade bastante comum é a criativa. Pessoas criativas são aquelas inovadoras, com boas ideias e, graças às suas personalidades exuberantes, relacionam-se bem com os outros. O grande problema é que essas pessoas costumam se cansar facilmente dos ambientes e podem ser mais sensíveis que as demais, o que torna as críticas mais difíceis de serem aceitas.

Além desses, existem também os perfis conservadores, que são pouco abertos a mudanças, e osidealistas, que querem mudar tudo de uma vez. Um é justamente o contrário do outro, mas é essencial que se alcance o equilíbrio para trabalhar da forma certa, já que manter certa estabilidade é tão importante quanto procurar por novas ideias. Quando esse equilíbrio não é alcançado, as pessoas com esses dois perfis podem se prejudicar no trabalho.

E você, descobriu qual é a sua personalidade? Agora que você já sabe, procure tirar sempre o lado positivo dela e melhorar os seus defeitos. Assim você tirará o máximo proveito do seu trabalho.

A caminho da UTI


Se o atual modelo econômico fosse um paciente, certamente estaria agora em cima de uma maca, a caminho da UTI. Isso porque multiplicam-se as evidências de que algo não vai bem com o tratamento e os remédios não estão mais fazendo o efeito esperado.


Em casos assim, o corpo vai "desligando", seu metabolismo desacelera e, para manter o paciente vivo, é necessária sua remoção para um ambiente de cuidado intensivo e monitoramento constante dos sinais vitais. Se nada for feito, a evolução do quadro pode levar o paciente a uma espécie de colapso, ou, no jargão médico, à falência múltipla dos órgãos.

Na nossa realidade, o modelo econômico dá sinais claros de esgotamento. O anterior baseava-se no que ficou conhecido como "tripé macroeconômico": superavit primário; câmbio flutuante e metas de inflação. Vigorou do início do segundo mandato de FHC até o fim do segundo mandato de Lula.

É certo também que sofreu alguns ajustes quando uma política anticíclica, baseada na expansão do gasto privado e público, foi implementada como forma de combater os efeitos da grave crise mundial de 2008/2009, mas na essência, o tripé macroeconômico se manteve.

A partir da posse de nossa mandatária-mor em 2011, passou a vigorar uma espécie de tripé macroeconômico "ma non troppo" . Os resultados, antes buscados com rigidez – superávit primário de 3% do PIB, inflação convergindo para o centro da meta de 4,5% anuais e câmbio flutuante– foram sendo flexibilizados.

O superávit primário previsto pelo governo hoje é de 1,9% do PIB. As autoridades econômicas aceitam tranquilamente a taxa de inflação rondando o teto da meta ( de 6,5% anuais) e o câmbio flutuante, na prática, deixou de existir, com as autoridades monetárias fazendo intervenções para manter a taxa de câmbio na faixa de R$ 2,20 para cada US$ 1,00.

Com o tripé flexibilizado, o governo federal cuidou de perenizar a política anticíclica de estimular o consumo das famílias. Instituiu também, embora disfarçado, o controle de preços administrados – combustível, transportes, energia – como forma de combate à inflação e a famosa "contabilidade criativa", com artifícios para burlar as metas de superávit, aquelas "flexibilizadas".

Juntou-se a esse "esforço" de desenhar um novo modelo para substituir o anterior, a adoção de uma política fiscal pra lá de relaxada, fazendo explodir os gastos de custeio em detrimento de novos investimentos que pudessem alavancar a economia.

Resumo da ópera: saímos de um quadro de regras claras e rumo idem para o terreno do faz de conta, do improviso e do realismo fantástico. Exemplo é o setor elétrico que, a partir do devaneio de se baratear tarifas sem a menor fundamentação técnica, entrou numa espiral de desajuste perigosa, cujas consequências estão em pleno desenvolvimento e, ainda hoje, ninguém é capaz de prever como acabará.

Os últimos dados elucidam e escancaram a falta de rumo e os sinais de que os "doutores" do Planalto resolveram levar a economia para um patamar de observação e cuidados para que não desande de vez e entre em colapso em plena corrida eleitoral.

Premidos pelo calendário resta agora administrar o paciente para impedir que piore ainda mais. Exemplo dessa conduta é a recente medida do Banco Central, que redirecionou os chamados depósitos compulsórios para novas linhas de crédito ao consumidor, na tentativa de, com mais crédito, movimentar a economia e expandir a taxa de crescimento do PIB para este ano.

Segundo o boletim Focus da última semana de julho, o mercado está esperando um crescimento do PIB inferior a 1% para este ano. Na mesma linha, o Fundo Monetário Internacional diminuiu sua projeção de crescimento para a economia brasileira para modestos 1,3% e o próprio governo rebaixou suas expectativas, pela segunda vez este ano, de 2,5% de crescimento estimados para 1,8%.

Seja qual for o número, a resultante é que a média de crescimento do atual governo será inferior a 2% ao ano, taxa abaixo dos "anos FHC", o que joga um pouco mais de gasolina no tórrido debate eleitoral que se avizinha.

Se o crescimento vai mal, as estimativas para a inflação vão ainda pior. O IPC-A fechou junho com uma taxa acumulada dos últimos doze meses em 6,52%, ou seja, acima do teto da meta de inflação.

Outra meta que dificilmente o governo conseguirá cumprir é a do superávit primário, de 1,9% do PIB. Os generosos aumentos de despesas de custeio, somados a uma previsão de desonerações fiscais em torno de R$ 100 bilhões este ano, além de uma arrecadação de impostos com modestíssimo crescimento devido à baixa atividade econômica, levam analistas de mercado a estimar o superávit primário em 1,3% do PIB.

Mas para a sociedade o pior de todos os sinais é a questão do emprego. Os dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados) de junho mostram que a diferença entre as contratações e demissões ao longo do mês foi de apenas 25 mil empregos formais no País, o menor resultado para o mês desde 1998 e um número 86% menor que o mesmo mês do ano passado.

A previsão inicial era que fossem criados este ano cerca de 1,5 milhão de empregos, mas a torcida hoje é para que se consiga chegar a 1 milhão. Com menos empregos, a pressão social deve aumentar. E nossa economia precisará de mais atenção ainda dos "doutores" do Planalto, para que os seus sinais vitais mantenham-se estáveis em meio ao tiroteio eleitoral.


Por Manuelito P. Magalhães Júnior
Fonte: Diário do Comércio - SP

Persistir no erro


Parece evidente que uma grande parte do aprendizado humano decorre da experiência. E em razão disso, inferimos que das mesmas causas sempre decorrerão as mesmas consequências.

Quem primeiro afirmou isso foi David Hume (1711-1776), o mais extraordinário dos filósofos do Iluminismo escocês, considerado por muitos especialistas como o mais notável dos filósofos da língua inglesa. Suas contribuições mais notáveis se deram precisamente nos campos da teoria do conhecimento e metafísica.

Na seção 9 de sua obra mais importante, Uma investigação sobre o conhecimento humano , Hume nos explica como fazemos inferências sobre os fatos. Segundo ele, essas inferências são baseadas no que denominava um tipo de "instinto" e calcadas na analogia de relações causais descobertas anteriormente.

E o que tem tudo isso a ver com a insistência do governo em estimular o consumo para aquecer a economia do País? Para mim tem tudo a ver.

Nos quase quatro últimos anos, a política econômica federal está equivocadamente assentada no diagnóstico de que na raiz da estagnação econômica com que convivemos está uma estrutural falta de demanda. Para superar o que considera um fator inibidor, nada mais natural que criar estímulos para que os consumidores voltem ao mercado e retomem as compras. Desse aumento das compras resultaria inevitavelmente o aumento da produção, sustentáculo do emprego, e a saída da paralisia em que se encontra a economia.

De pouca valia tem sido a observação de que nesses mesmos quatro anos a inflação aumentou, os juros não caíram, o déficit nas contas públicas não foi reduzido e as contas externas se deterioraram. Só escapou o emprego desse rol de mazelas econômicas. Não padecemos, pelo menos até agora, de um desemprego crônico na maior parte do País.

Portanto, voltar a criar mecanismo de incentivo à demanda, como a recém-anunciada liberação de até R$ 45 bilhões adicionais para o crédito ao consumidor, cheira apenas como "mais do mesmo". Parece indicar uma disposição para persistir no não deu certo, já que todos os esforços anteriores nesse sentido foram ineficazes e não produziram os resultados desejados. Pior, agravaram outros problemas já existentes.

Há somente duas explicações para a retomada da política anterior. A primeira delas é a esperança de que "desta vez será diferente". Se essa é a expectativa, ela conflita diretamente com a análise de Hume apontada no início desta coluna: das mesmas causas (incentivos ao consumo) resultam as mesmas consequências (mais inflação e mais déficit na balança comercial).

A segunda explicação, talvez até mais plausível, é de cunho político-partidário. Ela indicaria que a principal preocupação do governo não reside na recuperação do crescimento do PIB, mas sim na situação do ABC paulista. Lá, a queda da produção da indústria automotiva está se refletindo na perspectiva de uma sólida votação no candidato Aécio Neves – fato novo a preocupar os estrategistas da campanha da reeleição da senhora presidente da República.

Ainda que assim for, existem razões para supor que os resultados da expansão do crédito podem ser magros.

Primeiro, porque os consumidores já adquiriram seus carros na primeira desoneração de tributos incidentes sobre veículos. Talvez não haja tanta gente assim com ânsia de ganhar a autonomia de deslocamento que o carro da família pode propiciar – especialmente com o tráfego congestionado das grandes capitais.

Segundo, porque o mercado de trabalho, que parece ainda aquecido, dá indicações de que não permanecerá assim por muito tempo. Recessão e pleno emprego não combinam – e os últimos dados indicam que a economia está parando de crescer. Em consequência desse fato, as expectativas dos consumidores estão em queda nos principais mercados .

Finalmente, se os potenciais compradores não estão otimistas com o futuro do emprego e já percebem a recessão que se aproxima, por ora medida somente pelos números das consultorias e do Banco Central, não podem estar otimistas com sua renda futura. E é a renda futura que permitirá (ou não) pagar as 60 ou mais prestações do carro novo.

O governo teima em não perceber que o problema do baixo crescimento está no lado da oferta. Ele resulta de uma combinação de mudanças frequentes de regras, que geram expectativas ruins no empresariado e de que resulta o baixo investimento.

Não é com mais crédito que se tira o País do marasmo, mas com medidas concretas que tornem estáveis as regras do jogo, que mudem para melhor as expectativas dos empresários e dos consumidores e que aumentem o investimento.

Tudo o mais é " mais do mesmo" e a repetição dos magros resultados anteriores.

Por Roberto Fendt
Fonte: Diário do Comércio - SP

sexta-feira, 25 de julho de 2014

O DIVORCIO PODE SER INEVITÁVEL, MAS O DIÁLOGO NÃO!

Foto: O DIVORCIO PODER SER INEVITÁVEL, MAS O DIÁLOGO NÃO!

Ninguém, em sã consciência se casa pensando em divorciar-se. Porém, o divórcio ronda todo e qualquer casal, sem distinção de cor, raça, idade ou classe social. Se o divórcio é uma realidade muitas vezes inevitável, o diálogo honesto, direto, sincero e respeitoso não!
Aprendi, com a experiência prática de anos que a falta de diálogo entre um casal custa muito caro. O custo não é apenas financeiro, mas principalmente emocional e psicológico e, toda família é quem acaba pagando a fatura! 
De fato, não há dinheiro no mundo que pague os transtornos enfrentados por uma família que esteja passando por um divórcio litigioso. 
Já pensou como é expor a privacidade do casal perante seus filhos e de toda a família? 
Já pensou como é expor a intimidade do casal para ser discutida com terceiros de forma fria e calculista? 
Pois é, quando o casal não se esforça para estabelecer um diálogo, uma linha de entendimento vai precisar lavar muita roupa suja. Filhos se voltam contra os pais, feridas são abertas, palavras que jamais deveriam ser proferidas são lançadas como dardos pontiagudos e venenosos em direção de quem sempre amamos e juramos fidelidade, pessoas que jamais pensamos magoar. 
Quando a separação chega ao patamar das trocas de acusações, agressões verbais, absoluta falta de respeito, o diálogo fica comprometido e tudo tende a piorar se não houver a ajuda de um profissional capacitado para acompanhar as partes. 
Por isso, é tão comum ouvirmos de casais em processo de separação, expressões do tipo: a minha vida está um inferno! Esta expressão é muito apropriada, pois inferno é palavra que melhor define a situação emocional e psicológica do casal. 
Você consegue imaginar alguma coisa boa no inferno?  Não? 
Acredite, quando não existe diálogo o inferno poder ser ainda mais tenebroso. Nesta situação, o casal se vê em um estado mental tão comprometido que se tornam reféns do doloroso processo de separação. Com efeito, o rancor, mágoa, raiva e ódios reprimidos vêm à tona. Costumo dizer, que nesta situação os cônjuges são passageiros da embarcação chamada divórcio, não conduzem mais, agora são conduzidos pelas circunstâncias. 
Somente o tempo, senhor das nossas vidas será capaz de restituir a paz e o equilíbrio dos envolvidos. Naturalmente com os desgastes e implicações dos conflitos.
Nesta situação, raramente o casal conversa sobre o bem estar dos filhos, da família ou sobre o seu futuro. Tudo se volta para as coisas mais triviais da vida. Após a ruptura do alicerce familiar e das suas nefastas conseqüências, as primeiras coisas a serem afetadas na separação serão os bens de família, pensão devida aos filhos, além das acusações recíprocas. Verdadeiras ou não, estas acusações mútuas  não levam o casal a lugar algum e só tendem a piorar a situação.
Mas como dialogar se o casal muitas vezes não consegue sequer dividir o mesmo espaço ou se  olhar nos olhos? 
Paciência é palavra de ordem!
Nesta hora é importante a ajuda de um ótimo advogado. Este profissional deve estar preparado para tentar todas as possibilidades de reconciliação do casal. Nos casos extremos, ou seja, naqueles onde já exista um histórico de agressão, falta de respeito mútuo, infidelidade, medo, desonestidade ou onde o vicio impere, este advogado (s) precisa estar preparado, tanto quanto possível para conduzir o divorcio do casal pelas veredas da paz e da harmoniosa. 
Este advogado não deve estar comprometido apenas e tão somente com o processo da separação do casal. É preciso muito mais! 
O advogado precisa dar ao casal o suporte que tanto necessitam para superarem este delicado processo. Para tanto, ele não precisa apenas defender uma das partes. Pelo contrário, este profissional deve defender a ética, bem como os valores que norteiam uma família como assistência mútua aos filhos, educação, harmonia e bem estar de todos. 
Nesse sentido, o papel do advogado pode exceder as suas próprias prerrogativas profissionais. De fato, precisa estar em condições para orientar as partes quanto ao melhor caminho a seguir não apenas para o casal, mas como já informado para os filhos e toda a família.  
Todo advogado tem o seu momento de psicólogo, contador ou engenheiro. Contudo, há casos em que a ajuda de um profissional dessas áreas é imprescindível. Nesse sentido, tanto quanto possível, é recomendável a ajuda profissional de um psicólogo. Esta simples recomendação pode contribuir muito para o desfecho salutar da demanda. Ainda como estudante de direito, recordo das aulas de psicologia nas quais era estimulado a entender os conflitos resistidos. Nem sempre as pessoas estão preparadas para enxergar as verdades dos outros.
Em um processo de divórcio, cada um dos cônjuges tem uma tendência natural em acreditar que está sendo vitima da situação. Certa vez, em um desses processos, eu conversava com a esposa em separado, após ouvi-la atentamente e sem pressa, pois imagino como seja doloroso tratar desse assunto, após o seu depoimento, numa primeira análise, concluí, ela era realmente a vitima na relação, pois demonstrou sinceridade, transparecia e amor pela família. 
Contudo, tal impressão durou apenas até ouvir o ex-companheiro. Assim como a esposa, este também se achava vítima da relação e, da mesma forma que a ex-companheira demonstrou preocupação e amor pela família. Após ouvi-los, concluí em definitivo que ambos estavam sendo vítimas de si mesmos e principalmente da falta de diálogo e entendimento. Neste particular, notei que nenhum deles estava se esforçando para ao menos tentar enxergar a vida pelos olhos do companheiro e, talvez ai, residisse grande parte dos problemas enfrentados pelo casal que os levou a separação.
O casal em processo de separação precisa entender que só existem dois caminhos a seguir. 
A) O caminho consensual. Em que pese à dor da separação este é o caminho mais recomendado, pois é mais seguro, rápido, eficiente e menos doloroso para por fim na união. 
B) O caminho do litigioso. É caminho mais longo, difícil e oneroso. Quem paga o preço normalmente é toda a família. Neste caso, os advogados ou mesmo o juiz decidirá pelo casal, em outras palavras, o casal estará colocando nas mãos de terceiros a decisão sobre os fatos sobre os quais eles mesmos podem decidir. Algumas dessas decisões podem mudar radicalmente as suas vidas. 
Quem em sã consciência prefere seguir este caminho sem tentar um consenso? 
Infelizmente, a prática nos mostra que muitos casais seguem este caminho, eis o motivo deste artigo.
É como se o casal estivesse incapacitado para decidir por si mesmos e sobre as suas vidas, como se estivessem acometidos de uma doença mental grave que os tornam incapacitados para decidir sobre o futuro dos seus filhos e dos seus próprios bens. 
Mas como dialogar em um momento tão delicado na vida do casal? 
Primeiramente o casal precisa entender que o entendimento é o melhor caminho para solucionar os problemas. Mas, como ter entendimento sem diálogo? Em outras palavras, ou o casal se entenderá pelo bem ou terá que se entender pelo mal é uma questão de escolha.
Quando o relacionamento não evolui como os cônjuges esperavam, o ideal é que ele não se deteriore por completo. Não espere por uma confissão ou declaração de culpa pelos erros cometidos durante o casamento. Neste momento, isto é o que menos importa para resolver a situação. 
O amor pelos filhos pode ajudar o casal a suportar a situação e quem sabe compreenderem-se mais mutuamente. Este tipo de sentimento, mesmo no processo de divórcio tem o poder para unir extremos, transformar tudo pôr onde passa. Quando o casal é guiado pelo respeito mútuo, independentemente das suas verdades, superam as dificuldades, vencem as limitações e os conflitos. Assim sendo, alcançam o que lhes parecia impossível.
Algumas dicas importantes para aqueles que estejam passando por um processo de divórcio:
1) Diálogo é imprescindível. 
Insista, persista e não desista de estabelecer uma linha de diálogo. Se o diálogo não for possível diretamente entre o casal. Sendo possível, busque alguém, um amigo, conhecido ou familiar equilibrado em quem o casal tenha absoluta confiança e respeito. Esta pessoa não deve se envolver nos conflitos, da mesma forma, não resolverá a separação do casal, pois isto é uma prerrogativa do advogado. Esta pessoa, na medida do possível irá simplesmente ajudar o casal a estabelecer uma linha de diálogo. 
Cuidado! Esta pessoa deve ser imparcial e não pode forçar uma situação. Por esta razão, há quem  torça o nariz quanto a este tipo de ajuda. De fato, existe o risco de envolvimentos, mas um amigo de verdade não pode ajudar QUANDO solicitado? 
Esta pessoa será apenas uma interlocutora entre o casal. Na pratica, isto já acontece naturalmente, porém sem os cuidados e recomendações acima. Se tiver duvida quanto à capacidade desta pessoa ou se ela simplesmente não existir, deixe a idéia de lado e procure diretamente um advogado. 
Antes de procurar um advogado, é preciso que o casal esteja seguro de que o caminho da separação é o único caminho a seguir. Não deixe a vida correr as soltas, se a separação for inevitável procure um advogado especializado na área de família que saiba se conduzir e como conduzir o casal.
Via Litigiosa ou Consensual?
Prefira sempre a via consensual. Não sendo possível o diálogo, os advogados serão os melhores interlocutores entre as partes. Portanto, estes advogados precisam de bagagem e conhecimentos sobre o tema.
A Separação litigiosa é sempre mais onerosa, demorada e difícil para o casal. Mesmo que você esteja decepcionado com o fim do casamento, prefira o diálogo. Acredite, o que está ruim pode piorar ainda mais.
No processo litigioso, uma das partes propõe a ação de Separação Judicial. Esta separação, obrigatoriamente deverá ser precedida de uma ação judicial e homologada por um juiz. Importante lembrar que em qualquer momento da separação litigiosa, a mesma poderá ser convertida em separação consensual. Seja qual for a forma da separação, o diálogo será sempre importante. No litigioso, este diálogo será na frente de um Juiz, isto pode ser constrangedor...

Questões importantes que precisam ser decididas:
Aquele que utiliza o nome do outro cônjuge pode voltar a usar o nome de solteiro. Em sentido contrário, desejando usar o nome do companheiro e este não concordar, ficará a cargo do juiz a decisão final.
Pensão:
A pensão não é necessariamente de 30% sobre o salário ou rendimento dos pais como pensam muitas pessoas. Em verdade, a pensão é antes de tudo uma questão de bom senso e deverá suprir as necessidades básicas dos filhos, como alimentação, roupa, moradia, lazer e estudo.
Se o casal estiver brigando por uma pensão e não houver consenso quanto ao seu valor, o juiz poderá defini-la. Não confunda a pensão devida ao cônjuge com a pensão alimentar devida aos filhos. Atualmente, normalmente a pensão alimentícia é definida para os filhos. Homens e mulheres são iguais perante a lei. Assim sendo, não é absolutamente comum a determinação de pensão para o cônjuge, salvo situações muito peculiares de cada caso em concreto.
 
Filhos:
Defina sobre quem ficará a guarda dos filhos e como ficará o direito de visitas. É muito importante definir as regras para visitação, especialmente dos pequenos. Já vi muitos divórcios consensuais não serem bem sucedidos por questões como estas. 
É importante que o casal tenha a sua privacidade e a vida privada preservada. Portanto, nada de visitar o filho a hora que bem entender. Na verdade, isto é até prejudicial para os próprios filhos. Este tipo de visitação só funciona se o casal estiver muito maduro e forem de fato amigos.

Bens:
O Regime de Comunhão parcial de bens é o mais comum no Brasil nas últimas décadas. Tudo que for adquirido pelo casal na vigência do casamento pertence aos dois. Assim sendo, os bens adquiridos antes do casamento são 100% de quem os adquiriu. Salvo benfeitorias, construções e acréscimos realizados no referido bem pelo casal.

Dívidas:
Não se esqueça, o casal é sócio na alegria e na tristeza. Nos ativos e nos passivos. Portanto, as dívidas seguirão o mesmo esquema acima, pois dividas também se dividem.
Com estas breves considerações espero ajudar quem esteja passando pelo lamentável processo de separação.
Marcos Antonio Galindo
Advogado e Consultor
Ninguém, em sã consciência se casa pensando em divorciar-se. Porém, o divórcio ronda todo e qualquer casal, sem distinção de cor, raça, idade ou classe social. Se o divórcio é uma realidade muitas vezes inevitável, o diálogo honesto, direto, sincero e respeitoso não!


Aprendi, com a experiência prática de anos que a falta de diálogo entre um casal custa muito caro. O custo não é apenas financeiro, mas principalmente emocional e psicológico e, toda família é quem acaba pagando a fatura! 



De fato, não há dinheiro no mundo que pague os transtornos enfrentados por uma família que esteja passando por um divórcio litigioso. 

Já pensou como é expor a privacidade do casal perante seus filhos e de toda a família? 
Já pensou como é expor a intimidade do casal para ser discutida com terceiros de forma fria e calculista? 

Pois é, quando o casal não se esforça para estabelecer um diálogo, uma linha de entendimento vai precisar lavar muita roupa suja. Filhos se voltam contra os pais, feridas são abertas, palavras que jamais deveriam ser proferidas são lançadas como dardos pontiagudos e venenosos em direção de quem sempre amamos e juramos fidelidade, pessoas que jamais pensamos magoar. 

Quando a separação chega ao patamar das trocas de acusações, agressões verbais, absoluta falta de respeito, o diálogo fica comprometido e tudo tende a piorar se não houver a ajuda de um profissional capacitado para acompanhar as partes. 

Por isso, é tão comum ouvirmos de casais em processo de separação, expressões do tipo: a minha vida está um inferno! Esta expressão é muito apropriada, pois inferno é palavra que melhor define a situação emocional e psicológica do casal. 

Você consegue imaginar alguma coisa boa no inferno? Não? 
Acredite, quando não existe diálogo o inferno poder ser ainda mais tenebroso. Nesta situação, o casal se vê em um estado mental tão comprometido que se tornam reféns do doloroso processo de separação. Com efeito, o rancor, mágoa, raiva e ódios reprimidos vêm à tona. Costumo dizer, que nesta situação os cônjuges são passageiros da embarcação chamada divórcio, não conduzem mais, agora são conduzidos pelas circunstâncias. 

Somente o tempo, senhor das nossas vidas será capaz de restituir a paz e o equilíbrio dos envolvidos. Naturalmente com os desgastes e implicações dos conflitos.

Nesta situação, raramente o casal conversa sobre o bem estar dos filhos, da família ou sobre o seu futuro. Tudo se volta para as coisas mais triviais da vida. Após a ruptura do alicerce familiar e das suas nefastas conseqüências, as primeiras coisas a serem afetadas na separação serão os bens de família, pensão devida aos filhos, além das acusações recíprocas. Verdadeiras ou não, estas acusações mútuas não levam o casal a lugar algum e só tendem a piorar a situação.

Mas como dialogar se o casal muitas vezes não consegue sequer dividir o mesmo espaço ou se olhar nos olhos? 

Paciência é palavra de ordem!

Nesta hora é importante a ajuda de um ótimo advogado. Este profissional deve estar preparado para tentar todas as possibilidades de reconciliação do casal. Nos casos extremos, ou seja, naqueles onde já exista um histórico de agressão, falta de respeito mútuo, infidelidade, medo, desonestidade ou onde o vicio impere, este advogado (s) precisa estar preparado, tanto quanto possível para conduzir o divorcio do casal pelas veredas da paz e da harmoniosa. 

Este advogado não deve estar comprometido apenas e tão somente com o processo da separação do casal. É preciso muito mais! 

O advogado precisa dar ao casal o suporte que tanto necessitam para superarem este delicado processo. Para tanto, ele não precisa apenas defender uma das partes. Pelo contrário, este profissional deve defender a ética, bem como os valores que norteiam uma família como assistência mútua aos filhos, educação, harmonia e bem estar de todos.

Nesse sentido, o papel do advogado pode exceder as suas próprias prerrogativas profissionais. De fato, precisa estar em condições para orientar as partes quanto ao melhor caminho a seguir não apenas para o casal, mas como já informado para os filhos e toda a família. 

Todo advogado tem o seu momento de psicólogo, contador ou engenheiro. Contudo, há casos em que a ajuda de um profissional dessas áreas é imprescindível. Nesse sentido, tanto quanto possível, é recomendável a ajuda profissional de um psicólogo. Esta simples recomendação pode contribuir muito para o desfecho salutar da demanda. Ainda como estudante de direito, recordo das aulas de psicologia nas quais era estimulado a entender os conflitos resistidos. Nem sempre as pessoas estão preparadas para enxergar as verdades dos outros.

Em um processo de divórcio, cada um dos cônjuges tem uma tendência natural em acreditar que está sendo vitima da situação. Certa vez, em um desses processos, eu conversava com a esposa em separado, após ouvi-la atentamente e sem pressa, pois imagino como seja doloroso tratar desse assunto, após o seu depoimento, numa primeira análise, concluí, ela era realmente a vitima na relação, pois demonstrou sinceridade, transparecia e amor pela família.

Contudo, tal impressão durou apenas até ouvir o ex-companheiro. Assim como a esposa, este também se achava vítima da relação e, da mesma forma que a ex-companheira demonstrou preocupação e amor pela família. Após ouvi-los, concluí em definitivo que ambos estavam sendo vítimas de si mesmos e principalmente da falta de diálogo e entendimento. Neste particular, notei que nenhum deles estava se esforçando para ao menos tentar enxergar a vida pelos olhos do companheiro e, talvez ai, residisse grande parte dos problemas enfrentados pelo casal que os levou a separação.

O casal em processo de separação precisa entender que só existem dois caminhos a seguir. 
A) O caminho consensual. Em que pese à dor da separação este é o caminho mais recomendado, pois é mais seguro, rápido, eficiente e menos doloroso para por fim na união.

B) O caminho do litigioso. É caminho mais longo, difícil e oneroso. Quem paga o preço normalmente é toda a família. Neste caso, os advogados ou mesmo o juiz decidirá pelo casal, em outras palavras, o casal estará colocando nas mãos de terceiros a decisão sobre os fatos sobre os quais eles mesmos podem decidir. Algumas dessas decisões podem mudar radicalmente as suas vidas. 

Quem em sã consciência prefere seguir este caminho sem tentar um consenso? 
Infelizmente, a prática nos mostra que muitos casais seguem este caminho, eis o motivo deste artigo.

É como se o casal estivesse incapacitado para decidir por si mesmos e sobre as suas vidas, como se estivessem acometidos de uma doença mental grave que os tornam incapacitados para decidir sobre o futuro dos seus filhos e dos seus próprios bens. 

Mas como dialogar em um momento tão delicado na vida do casal? 
Primeiramente o casal precisa entender que o entendimento é o melhor caminho para solucionar os problemas. Mas, como ter entendimento sem diálogo? Em outras palavras, ou o casal se entenderá pelo bem ou terá que se entender pelo mal é uma questão de escolha.

Quando o relacionamento não evolui como os cônjuges esperavam, o ideal é que ele não se deteriore por completo. Não espere por uma confissão ou declaração de culpa pelos erros cometidos durante o casamento. Neste momento, isto é o que menos importa para resolver a situação. 

O amor pelos filhos pode ajudar o casal a suportar a situação e quem sabe compreenderem-se mais mutuamente. Este tipo de sentimento, mesmo no processo de divórcio tem o poder para unir extremos, transformar tudo pôr onde passa. Quando o casal é guiado pelo respeito mútuo, independentemente das suas verdades, superam as dificuldades, vencem as limitações e os conflitos. Assim sendo, alcançam o que lhes parecia impossível.

Algumas dicas importantes para aqueles que estejam passando por um processo de divórcio:



1) Diálogo é imprescindível. 

Insista, persista e não desista de estabelecer uma linha de diálogo. Se o diálogo não for possível diretamente entre o casal. Sendo possível, busque alguém, um amigo, conhecido ou familiar equilibrado em quem o casal tenha absoluta confiança e respeito. Esta pessoa não deve se envolver nos conflitos, da mesma forma, não resolverá a separação do casal, pois isto é uma prerrogativa do advogado. Esta pessoa, na medida do possível irá simplesmente ajudar o casal a estabelecer uma linha de diálogo. 



Cuidado! Esta pessoa deve ser imparcial e não pode forçar uma situação. Por esta razão, há quem torça o nariz quanto a este tipo de ajuda. De fato, existe o risco de envolvimentos, mas um amigo de verdade não pode ajudar QUANDO solicitado? 

Esta pessoa será apenas uma interlocutora entre o casal. Na pratica, isto já acontece naturalmente, porém sem os cuidados e recomendações acima. Se tiver duvida quanto à capacidade desta pessoa ou se ela simplesmente não existir, deixe a idéia de lado e procure diretamente um advogado. 

Antes de procurar um advogado, é preciso que o casal esteja seguro de que o caminho da separação é o único caminho a seguir. Não deixe a vida correr as soltas, se a separação for inevitável procure um advogado especializado na área de família que saiba se conduzir e como conduzir o casal.

Via Litigiosa ou Consensual?
Prefira sempre a via consensual. Não sendo possível o diálogo, os advogados serão os melhores interlocutores entre as partes. Portanto, estes advogados precisam de bagagem e conhecimentos sobre o tema.

A Separação litigiosa é sempre mais onerosa, demorada e difícil para o casal. Mesmo que você esteja decepcionado com o fim do casamento, prefira o diálogo. Acredite, o que está ruim pode piorar ainda mais.

No processo litigioso, uma das partes propõe a ação de Separação Judicial. Esta separação, obrigatoriamente deverá ser precedida de uma ação judicial e homologada por um juiz. Importante lembrar que em qualquer momento da separação litigiosa, a mesma poderá ser convertida em separação consensual. Seja qual for a forma da separação, o diálogo será sempre importante. No litigioso, este diálogo será na frente de um Juiz, isto pode ser constrangedor...

Questões importantes que precisam ser decididas:
Aquele que utiliza o nome do outro cônjuge pode voltar a usar o nome de solteiro. Em sentido contrário, desejando usar o nome do companheiro e este não concordar, ficará a cargo do juiz a decisão final.



Pensão:

A pensão não é necessariamente de 30% sobre o salário ou rendimento dos pais como pensam muitas pessoas. Em verdade, a pensão é antes de tudo uma questão de bom senso e deverá suprir as necessidades básicas dos filhos, como alimentação, roupa, moradia, lazer e estudo.



Se o casal estiver brigando por uma pensão e não houver consenso quanto ao seu valor, o juiz poderá defini-la. Não confunda a pensão devida ao cônjuge com a pensão alimentar devida aos filhos. Atualmente, normalmente a pensão alimentícia é definida para os filhos. Homens e mulheres são iguais perante a lei. Assim sendo, não é absolutamente comum a determinação de pensão para o cônjuge, salvo situações muito peculiares de cada caso em concreto.

Filhos:
Defina sobre quem ficará a guarda dos filhos e como ficará o direito de visitas. É muito importante definir as regras para visitação, especialmente dos pequenos. Já vi muitos divórcios consensuais não serem bem sucedidos por questões como estas. 

É importante que o casal tenha a sua privacidade e a vida privada preservada. Portanto, nada de visitar o filho a hora que bem entender. Na verdade, isto é até prejudicial para os próprios filhos. Este tipo de visitação só funciona se o casal estiver muito maduro e forem de fato amigos.

Bens:
O Regime de Comunhão parcial de bens é o mais comum no Brasil nas últimas décadas. Tudo que for adquirido pelo casal na vigência do casamento pertence aos dois. Assim sendo, os bens adquiridos antes do casamento são 100% de quem os adquiriu. Salvo benfeitorias, construções e acréscimos realizados no referido bem pelo casal.

Dívidas:
Não se esqueça, o casal é sócio na alegria e na tristeza. Nos ativos e nos passivos. Portanto, as dívidas seguirão o mesmo esquema acima, pois dividas também se dividem.

Com estas breves considerações espero ajudar quem esteja passando pelo lamentável processo de separação.


Por Marcos Antonio Galindo, Advogado e Consultor

O que deixamos quando saimos da empresa?

Um olhar para aquilo que deixamos ao sair de um emprego e um sim para as novas oportunidades que estão por vir


A rotatividade está alta. Por vários motivos as pessoas trocam seus empregos em busca de um salário melhor, de melhores condições de trabalho e também correm atrás de seus objetivos e seus sonhos.
Tenho observado que ao serem demitidos ou pedirem demissão, algumas pessoas, talvez assim, como em outras coisas na sua vida, não consigam sair daquele emprego de maneira ética.
Saem de forma bagunçada, incompleta, vingativa. Dar recomendação em outro emprego é uma maneira do antigo empregador manter a educação, apenas. Poucas saem deixando as portas abertas atrás de si, podendo voltar de forma digna. Muitos na verdade não deixam emocionalmente aquele emprego por pior que seja. Aliás, parece que quanto pior a experiência, mais tempo na memória e no corpo ele fica. Ficam meses sintonizados nele. Ficam revivendo as injustiças, as dificuldades, os sapos que tiveram que engolir. Ás vezes passeiam pelas lembranças boas, mas rapidinho. Ainda não saíram. Ainda não finalizaram aquela fase. Existe um prejuízo emocional e físico quando isso acontece. Essas pessoas deixam o emprego mas levam consigo depressão, gastrite, úlcera, raiva...
E, assim, perdem a chance de aproveitar aquelas experiências, mesmo que dolorosas, e tirar algo bom delas, nem que seja seu fim e ir para frente. Afinal, é esse o sentido da vida: ir para frente!
Há quem colecione situações mal acabadas. Há quem tenha uma lista de pessoas na qual precisa atravessar a rua se encontrá-las por aí. Ex chefes, ex namorados, ex colegas, ex vizinhos...
Se existisse um equipamento (atenção engenheiros!) que pudesse medir quanta energia colocamos fora em situações inacabadas, essa seria uma das mais altas.
Por outro lado, grandes amizades ganham lugar no nosso coração e estes amigos viram nossos irmãos. Também fazemos amizades que nos alimentam para sempre, mesmo que fisicamente estejamos longe da pessoa. E quando o destino nos oferece um reencontro, é possível lembrar “daqueles tempos na empresa”. Também além de amigos irmãos, existem chefes que nos entendem e nos ajudam nos momentos em que mais precisamos. Ás vezes em uma perda familiar ou situações muito duras, quem menos esperamos oferece sua mão.
Saber terminar situações e/ou relações é dizer sim para o futuro que se inicia agora. Terminar namoro, casamento, emprego, profissão, tudo merece e precisa de despedidas que honrem o que vivemos. Nós merecemos, sair de cada experiência mais leves. A experiência vai conosco, mas o peso nós deixamos para trás. Assim, como podemos, deixar o ambiente em que trabalhamos, limpo, organizado em objetos, ,documentos e informações sobre tarefas e projetos que estavam em nossas mãos, para que a próxima pessoa possa continuar de onde paramos, com a nossa benção. Ela também seguirá mais leve.
Sempre que saímos de um lugar, relação ou fase, deixamos um pouco de nós e levamos um pouco ou muito do que vivemos.
Que saibamos encerrar o que for preciso com gratidão, para poder recomeçar com ainda mais amor!
Por Fernanda Nunes
Fonte: Administradores

Por que as pessoas se frustram no trabalho?

Muitos funcionários reclamam de seus patrões e chefes, da rotina, das injustiças na empresa, da falta de perspectiva de crescimento, do salário e, principalmente, do fato de estarem trabalhando para alguém e não para seu enriquecimento


O trabalho é uma das áreas que mais proporciona prazer e causa sofrimento aos seres humanos. Durante a minha trajetória como consultor de negócios, encontrei pessoas que realmente se sentem satisfeitas com sua função profissional, ao mesmo tempo que também tenho visto tantos outros que têm em seu trabalho uma grande fonte de desconforto e frustrações. Para a minha surpresa, o que mais percebo é o índice de insatisfação é grande tanto entre os empresários, quanto nos empregados.

Muitos funcionários reclamam de seus patrões e chefes, da rotina, das injustiças na empresa, da falta de perspectiva de crescimento, do salário e, principalmente, do fato de estarem trabalhando para alguém e não para seu enriquecimento.

Do outro lado, ouço empresários se queixarem da ingratidão de seus funcionários, da exigência dos clientes, da falta de estabilidade financeira, dos impostos e, também, de que muitas vezes, depois de pagarem todas as contas sobra pouco – e que apesar de serem os donos da empresa, outros ficam em situação melhor que a deles.

Sabemos que trabalho não é diversão, pois se assim fosse, ao invés de recebermos dinheiro em troca dele, teríamos era que pagar. Contudo, entre a felicidade plena utópica e antessala do inferno existe um caminho a ser percorrido. Realmente acredito que é muito possível ter um trabalho, seja ele como empregado ou como um empreendedor, e sentir-se realizado profissionalmente.

Diante do exposto, fica a pergunta: qual é a razão de experiências profissionais frustrantes?

Não existe um único motivo, há casos de pessoas que vivem para realizar os sonhos profissionais de seus pais, até aqueles que receberam um negócio como herança e se veem obrigados a trabalhar em algo em que não tem a menor habilidade e que não desejavam, entre muitas outras. Contudo, creio que existe uma tríade que engloba a maioria dos casos:

- Não trabalhar no que gosta

O primeiro fator a considerar é saber o que se gosta de fazer. Muitos não sabem dizer qual é o seu sonho e se não sabem onde querem chegar, como saber como ir?
“Trabalhe naquilo que gosta e nunca terá que trabalhar”, já disse Confúcio. Se todos seguissem tal regra, muito sofrimento seria poupado. Ou se jovens antes de decidirem em qual curso universitário deviam se matricular, ou para quais empresas e posições enviar seus currículos, investissem tempo pesquisando, conversando e estagiando, sempre com o objetivo de conhecer a fundo a carreira que estão escolhendo. 
- Não trabalhar no que tem mais habilidades
Tenho verdadeira admiração por músicos e adoraria tocar perfeitamente um piano ou um violão. Sei que se decidir e me esforçar para aprender, posso até vir a tocar um desses instrumentos um dia, mas tenho perfeita consciência de que essa não é uma das minhas habilidades naturais e para me destacar como musicista teria que me dedicar muito. Consequentemente, teria uma grande dificuldade em ganhar dinheiro com música. 
É fácil perceber isto quando se fala de música ou esportes, mas quando falamos de profissões, esta análise é muito menos óbvia. Deparo-me constantemente com empresários, que não gostam de liderar, com empregados que têm muita dificuldade em seguir instruções, vendedores que não gostam de relacionar-se com pessoas. Aí fica difícil, não é mesmo?
Atualmente, existem testes vocacionais muito bons, mas há um paradigma que isso é coisa para adolescentes que estão cursando o ensino médio. Isso não é verdade, uma vez que o mercado de trabalho está saturado de mulheres e homens maduros, que estão tão perdidos tanto quanto crianças. Todos devem investir em autoconhecimento, por meio de testes vocacionais e análises de perfis - comportamental, temperamento e personalidade - pois quanto mais eu me conheço, mais me respeito e menos me coloco em situações que me frustram.

- Trabalhar sem resultados

Ainda que alguém faça o que sempre sonhou e que se sinta plenamente adequado às funções que desempenha, não há nada mais desmotivante do que trabalhar sem resultados. Sobre isto seria possível escrever um livro, pois há muitos fatores que influenciam no resultado do trabalho e dos negócios, mas posso rapidamente citar alguns poucos: falta de comportamentos empreendedores, mercado em que se atua, os “PÊS” de marketing, dentre muitos outros.
Sem nos aprofundarmos aqui nas causas, posso afirmar que, se uma pessoa está trabalhando por longo tempo em algo que não consegue crescer, ser promovido, galgar posições mais altas - é certo que há algo errado.

A falta de retorno financeiro mina qualquer projeto e destrói todo tipo de sonho. De forma que é muito importante analisar honestamente qual tem sido a performance daquilo que fazemos. Se não houver histórico crescimento ou perspectiva de sucesso, será preciso ter a coragem de romper com essa situação e mudar.

No trabalho gastamos muitas horas do nosso dia, em torno de um terço de nossas vidas. Portanto, não estar feliz e realizado nesta área equivale a dizer que estaremos presos em uma cadeia, sem termos sido condenados por um crime. Afirmo isto porque já estive muito insatisfeito com meu trabalho anos atrás. Fazia bem o que me propunha fazer, as pessoas me admiravam, mas, dia após me violentava. Até ganhei dinheiro, mas adoeci por apenas trabalhar como uma engrenagem fora de medida dentro de um motor. Felizmente, tive a oportunidade e a coragem de mudar.

Hoje, trabalho bastante, enfrento muitos desafios diariamente, mas não considero mais uma violência, pois faço o que gosto, de acordo com minhas habilidades e por isso tenho um bom retorno financeiro do meu trabalho. E esta adequação é fruto do que foi semeado: autoconhecimento, entendimento dos pontos fracos, correção daquilo que era indesejável e assimilação de novos comportamentos voltados ao resultado.

Esta trajetória não é fácil, é trabalhosa, mas vale muito a pena! Tenha coragem de trilhar este caminho e realize-se nesta tão importante área de sua vida!

Por Renato Maggieri
Fonte: Administradores

quarta-feira, 16 de julho de 2014

10 filmes que vão inspirar você na busca pelo sucesso

"Compramos coisas de que não precisamos com o dinheiro que não temos para impressionar pessoas das quais não gostamos" (Clube da Luta).
Quem nunca se sentiu diferente após uma ida ao cinema? Assim como livros, filmes têm a capacidade de nos tocar de modo tal que até chegam a influenciar decisões de nossas vidas pessoais e profissionais.
Em certos momentos, os filmes funcionam como um forte agente motivacional e podem assim nos impulsionar na direção do sucesso.
O site americano Lifehack selecionou dez filmes que prometem "ajudar você a se dar bem".
Confira abaixo:
1. Clube da Luta (1999): materialismo e desapego
O primeiro filme escolhido, "Clube da Luta", de David Fincher, oferece mais de uma lição sobre sucesso. Ele pode ser visto várias vezes e em cada uma delas você conseguirá reconhecer um ensinamento importante. Deles, os dois que mais se destacam são materialismo e desapego emocional. De acordo com o personagem Tyler Durden, O Clube da Luta é sobre se libertar das correntes da vida moderna, que "aprisiona e castra" você, ao estar disposto a gerar e sentir dor e risco de morte. Ao ver o filme, vá com calma. Não vá sair por aí repetindo tudo a que assistir lá (quem já viu, sabe do que estamos falando!). Nesse caso, é fundamental ler as entrelinhas e saber pinçar os ensinamentos dispersos no meio do enredo, certas vezes, caótico.
2. O Homem dos Músculos de Aço (1977): auto-confiança e auto-afirmação
Ao contrário do que parece, "O Homem dos Músculos de Aço" não é destinado para os amantes do fisiculturismo apenas. Ao compartilhar sua mentalidade, atitude e crenças pessoais, Arnold Schwarzenegger faz do documentário uma grande inspiração para aqueles que querem desfrutar o poder que é ter auto-confiança e auto-afirmação.
3. O Segredo (2006): atitude positiva
O Segredo é baseado no filme "The Law Of Attraction" (que, por sua vez, é uma versão do livro de mesmo nome). Ainda que muitas pessoas mantenham um posicionamento cético em relação às leis da atração, o filme traz uma mensagem bastante positiva sobre a vida e mostra que uma mudança de pensamento pode levar a uma vida melhor. Por isso, "O Segredo" é perfeito para aquelas pessoas que estão precisando de inspiração e motivação.
4. A Rede Social (2010): exercício do direito
O nome Marck Zuckerberg lhe é familiar? Provavelmente, sim. "A Rede Social" é um filme que mostra a trajetória do fundador do Facebook e que inspira qualquer pessoa a se sentir merecedora do sucesso. A trama mostra ainda alguns dos inconvenientes que um profissional bem sucedido enfrenta, como traição e armadilhas legais.
5. Sim, Senhor (2008): oportunidade
Qualquer um pode se divertir com essa comédia. Carl Allen, interpretado por Jim Carrey, é um profissional não realizado que vive uma vida mediana. Após participar de um seminário de auto-ajuda, sua vida tem uma interessante reviravolta. Esse filme mostra o poder da palavra "sim" e leva a uma reflexão sobre as oportunidades que você pode ter perdido ao dizer "não".
6. Sem Limites (2011): colocar as coisas em prática
Nesse longa, Bradley Cooper interpreta um escritor que passa a vida procrastinando até ser apresentado a uma nova droga, quando então começa a ter iniciativa e a progredir. Não. Esse filme não á uma apologia ao mundo das drogas, no entanto ele vai despertar em você a vontade de produzir resultados e, sobretudo, fazê-lo pensar sobre todas as coisas que poderia estar fazendo com sua vida.
7. O Lobo de Wall Street (2013): impulso e prosperidade
Polêmico. Politicamente incorreto. Não é uma aula sobre o que fazer. Mas esse filme tem a capacidade de fazer você reavaliar sua vida atual e suas metas. Baseado na história real de Jordan Belfort, "O Lobo de Wall Street" mostra que há coisas que o dinheiro não compra. Além disso, é impossível assistir a esse enredo sem se sentir instigado pela atuação de Leonardo DiCapprio.
8. As Palavras (2012): mereça seu trabalho
Outro filme no qual Bradley Cooper aparece num papel de um escritor que enfrenta problemas com sua produção literária. "As Palavras" demonstra como pode ser difícil lidar com o sucesso, ao ponto de fazer você desistir ou até a copiar o trabalho de alguém. Esse filme certamente vai inspirá-lo a fazer o melhor que pode com o que tem.
9. À procura da Felicidade (2006): determinação
Outro que é baseado em uma história real. Will Smith interpreta um vendedor que é abandonado pela mulher e chega a morar nas ruas com o filho. Esse filme emocionante irá provar que nunca podemos desistir de nós mesmos e muito menos deixar que as circunstâncias destruam nossos sonhos.
10. Gênio Indomável (1997): competência e capacidade
"Gênio Indomável" é um filme comovente, que contém grandes conversas entre os personagens Will Hunting (Matt Damon) e Sean Maguire (Robin Williams). Esse longa-metragem é para aquelas pessoas que têm algum talento, mas não se acham dignas de sucesso. Ele vai inspirar você a mostrar que é competente.

Fonte: Administradores